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Comportamento

“Afonsalina” é apelido para versão popular da principal av. da cidade

Loja de roupas, clínicas e escritório de advocacia provam que a Rua Pontalina é cheia de opções

Por Jéssica Fernandes | 10/05/2022 07:03
Rua Pontalina, no Bairro Universitário, ganhou apelido de "Afonsalina". (Foto: Marcos Maluf)
Rua Pontalina, no Bairro Universitário, ganhou apelido de "Afonsalina". (Foto: Marcos Maluf)

Variedade é a palavra que resume a essência da Rua Pontalina, localizada no Bairro Universitário, que dispõe de todo tipo de serviço que alguém precisa. De loja de roupas a clínica odontológica, a rua não perde em nada para o Centro de Campo Grande e, principalmente, para a Avenida Afonso Pena. Devido à diversidade do comércio, os moradores da região apelidaram a rua de “Afonsalina”.

O Lado B aproveitou a sugestão de pauta e foi conferir de perto o comércio local. Quem visita ou mora na região encontra diversas lojas de roupas, três supermercados diferentes, salão de beleza, sorveteria, pizzaria, lojas de assistência técnica, loja de materiais de construção, pet shops, além de lotérica e farmácias. Até escritório de advocacia e de corretora de seguros tem na Rua Pontalina.

Algumas das lojas comerciais, inclusive, levam o nome da rua, é o caso do Depósito Pontalina. Com quase dois anos de atividade, o estabelecimento vende inúmeros artigos de materiais de construção. A dona da loja, Izabel Selvani, de 52 anos, comenta que na última década, a rua perdeu a característica familiar e ganhou o aspecto comercial. “De uns dez anos para cá, a rua ficou bem movimentada. A gente abriu aqui, começou a dar certo e precisou ampliar, porque é realmente movimentado”, afirma.

Izabel Selvani fala sobre a mudança da Rua Pontalina. (Foto: Marcos Maluf)
Izabel Selvani fala sobre a mudança da Rua Pontalina. (Foto: Marcos Maluf)

Como moradora, ela garante que não precisa sair do bairro para adquirir qualquer tipo de produto. “Roupa e calçado a gente compra aqui. A feira a gente faz aqui, porque o pessoal traz bastante coisa. A gente não sai daqui para comprar nada”, enfatiza.

Após trabalhar durante 28 anos no Centro de Campo Grande, o cabeleireiro Adélio Costa, de 57 anos, resolveu abrir há sete anos o próprio salão na rua. Com cerca de 120 atendimentos no mês, ele fala que não deixou de ter público cativo e, atualmente, recebe clientes de outros bairros. “Hoje, o salão não tem muito a ver com o local onde você monta, mas sim, se você está nas redes sociais. Então, tenho clientes da Moreninhas, Albuquerque e por aí vai”, conta.

Na visão do profissional, a área central da cidade já não tem a mesma referência que antigamente. “O Centro era muito bom há uns 15 anos. As pessoas iam lá para cortar o cabelo e fazer suas coisas, porém, hoje, o bairro é como um centro e os clientes acabam vindo”, destaca.

Na Rua "Afonsalina", não faltam lojas de roupas e acessórios. (Foto: Marcos Maluf)
Na Rua "Afonsalina", não faltam lojas de roupas e acessórios. (Foto: Marcos Maluf)

Além das lojas, clínicas odontológicas também têm lugar garantido no Bairro Universitário. A gerente da Odontoclínica Pontalina, Fernanda da Silva Lopes, de 33 anos, explica que ficou surpresa com a demanda de serviços que a clínica recebe. “Achamos que seria um público mais jovem, porém temos muitos pacientes acima de 60 anos que fazem implantes. A maioria dos pacientes que moram aqui perto faziam tratamento na unidade centro, mas transferiram para cá”, diz.

A gerente relata que a clínica tem nove unidades na cidade, sendo que o Bairro Universitário foi estudado e escolhido devido à quantidade de moradores. “A gente abre em alguns bairros estratégicos onde tem esse volume de pacientes e a Pontalina, essa região, foi a escolhida pelo crescimento”, justifica.

Provando que pode ser muito útil para o dia a dia, a rua tem serviço de chaveiro, decoração, vidraçaria, xerox, lan house, papelaria, bicicletaria, mecânica, clínica veterinária e locais que compram ouro. Restaurantes, salgaderias, chiparias e casas de bolo também integram os serviços de alimentação.

Lan House e lojas que compram ouro fazem parte do comércio. (Foto: Marcos Maluf)
Lan House e lojas que compram ouro fazem parte do comércio. (Foto: Marcos Maluf)

Com tanta diversidade num lugar só, aqueles que vêm de bairros vizinhos brincam que gostariam de ter uma Rua Pontalina ou “Afonsalina” ao lado de casa. A moradora do Bairro Santo Eugênio, Ersilia dos Santos Pereira, de 68 anos, compartilha desse sentimento. “Lá tem a Rua Paraisópolis, mas não tem esse tanto de comércio. Eu queria que a minha fosse movimentada, mas lá é muito parado”, ri.

Na ocasião, Ersilia estava na região, pois precisava pagar contas e no bairro onde vive, não tem nenhuma lotérica. Quando está de passagem pelo local, ela aproveita para fazer umas comprinhas. “Aqui tem muita coisa boa”, conclui.

Ersilia fala que queria ter rua comercial movimentada no Bairro Santo Eugênio. (Foto: Marcos Maluf)
Ersilia fala que queria ter rua comercial movimentada no Bairro Santo Eugênio. (Foto: Marcos Maluf)

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