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Comportamento

Antes de partir, Ivone ensinou como não fechar a porta para quem precisa

Dona Ivone morreu na semana passada aos 79 anos. Figura emblemática de Corumbá, não media esforços para ajudar

Por Bárbara Cavalcanti | 27/07/2021 06:45
Figura do Carnaval corumbaense, Ivone era uma mulher conhecida na Festa de São João e Carnaval. (Foto: Anderson Gallo/Arquivo Diário Corumbaense)
Figura do Carnaval corumbaense, Ivone era uma mulher conhecida na Festa de São João e Carnaval. (Foto: Anderson Gallo/Arquivo Diário Corumbaense)

Ivone Torres de Moraes, de 79 anos, era uma pessoa que, para qualquer um que batesse em sua porta com alguma necessidade, ela dava um jeito de ajudar. “Ela sempre dizia: “Não é o que você tem que vai dizer que você não pode ajudar”, detalha um dos filhos, o pastor Alfredo de Torres Moraes, de 57 anos.

Ela faleceu na semana passada por causa de problemas cardíacos e assim deixou seu legado de sempre ajudar o próximo aos filhos. Alfredo detalhou um pouco da lição de humildade e amor ao próximo que dona Ivone deixou. De acordo com Alfredo, dona Ivone mesmo era natural de Cuiabá, mas adotou Corumbá como seu lar. Ela não media esforços em achar maneiras de ajudar quem estava em necessidade.

“Todo mundo que precisava, ela ia atrás de dar um jeito de ajudar. Ela mobilizava outras pessoas, e também até ia para Prefeitura cobrar autoridades de uma solução”, detalha Alfredo.

Dona Ivone fazia questão de cobrar vereadores e prefeitos por soluções para a comunidade. Porém, Alfredo reforça que ela nunca teve qualquer carreira política.

“Depois de uma chuva forte, ela foi de casa em casa aqui no Bairro da Cervejinha, perguntando o que era preciso e depois foi nas autoridades para conseguir uma solução também da parte deles. Tudo isso por amor”, relembrou Alfredo.

Foi ela também quem fundou a escola de samba Marquês de Sapucaí, em Corumbá, ainda de acordo com o pastor.

“Ela era muito animada, não perdia uma festa. Muito devota de São Pedro, ela inclusive aproveitava ocasiões de festa para arrecadar dinheiro para ajudar quem mais necessitava, além também da comunidade da própria igreja”, comenta.

O filho ainda comenta que dona Ivone era uma pessoa muito especial, humilde e de um coração gigante.

“Isso de ajudar os outros, é uma lição que ela nos ensinou. É o legado dela. E eu e meus irmãos tentamos viver de acordo. Ela tinha pouco estudo, só estudou até o primeiro ano, mas com simplicidade e humildade, ela realmente  fazia  tudo o que ela podia para ajudar por amor ao próximo”, reforça.

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