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Comportamento

Com música e resgate histórico, Moacir defende 500 anos de MS

Fundador do Grupo Acaba iniciou pesquisa, em 2015, sobre a presença de Aleixo Garcia no território

Por Aletheya Alves | 28/02/2024 07:50
Músico e pesquisador defende os 500 anos de Mato Grosso do Sul. (Arte: Edvaldo Jacinto)
Músico e pesquisador defende os 500 anos de Mato Grosso do Sul. (Arte: Edvaldo Jacinto)

Desde 1971, um dos fundadores do Grupo Acaba, Moacir Lacerda, iniciou seu vínculo entre história e música. Desde então, dividiu a vida com suas pesquisas e, seguindo com o processo, reuniu um grupo para defender os 500 anos de Mato Grosso do Sul.

Em 2015, quando fazia uma pesquisa sobre Álvar Núñez Cabeza de Vaca, um colonizador espanhol, encontrou referências bibliográficas sobre outro europeu, o português Aleixo Garcia. E é a partir dele que defende a presença colonizadora, desde 1524, no território que se tornou Mato Grosso do Sul.

“Após produzir ‘A Chama da Paz’ em 2022, em 2023 lancei um produto que criei durante a pandemia, uma ópera musical chamada ‘Cabeça de Vaca - o Andarilho das Américas’. A partir da ópera, encontrei a figura de Aleixo Garcia, um português que estava em uma expedição espanhola que descobriu o Uruguai e a Argentina em 1516”, diz Moacir.

Além de fundar o Grupo Acaba, Moacir também integra o IHGMS (Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul) e, com auxílio dos textos históricos, mergulhou na narrativa.

De acordo com Lacerda, quando Aleixo retorna da expedição, sofre um naufrágio na região de Santa Catarina e é resgatado por indígenas carijós. “A partir daí começa a saga desse homem que, em 1524, com aproximadamente dois mil indígenas carijós, atravessa Santa Catarina, o Paraná e Mato Grosso do Sul usando o Caminho de Peabiru”.

Moacir explica que, por aqui, o português seguiu a viagem pela região de Corumbá. “Nós não temos só 47 anos, essa é uma data simplesmente política. Nossa história é de 500 anos”, defende.

Moacir integra o Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul. (Foto: Arquivo pessoal)
Moacir integra o Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul. (Foto: Arquivo pessoal)

Sobre suas pesquisas, ele narra que encontrou livros publicados em Portugal como “Aleixo Garcia: o descobridor do Paraguai e Bolívia”, além de outros editados no Brasil.

“Essa não é uma história inventada, é uma história que estava escondida de maneira árida nos livros e em alguns tratados. Agora ela emerge. Juntamos um time com pessoas importantes como o professor Gilson Roberto Martins que é arqueólogo e possui vários livros lançados, Rodrigo Teixeira e Carlos Vera”, relata o músico.

Com essa defesa em mente, Moacir pontua que o objetivo é reforçar a importância histórica de Mato Grosso do Sul para o desenvolvimento do País. “O objetivo desse projeto é continuar fazendo uma obra que sempre fiz, que é da história, poesia e música. Nós não somos uma coisa pequena, não somos o irmão mais novo da federação. Somos um estado representativo na história”.

Completando a ideia, ele pontua que vê o Estado como um ponto estratégico vinculando os caminhos que eram feitos pelos colonizadores. “Queremos ver Mato Grosso do Sul como um berço, precisamos contar essa história e ter orgulho do nosso Estado”.

Agora, com uma música já produzida e outras em finalização, Moacir explica que o grupo está criando também um livro ilustrado para contar sobre a relação entre Aleixo Garcia e Mato Grosso do Sul. Além disso, o objetivo é percorrer cidades e universidades com discussões sobre o tema.

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