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Comportamento

Com pernas de “Mulher-Maravilha”, Raísa deixa de se arrastar com crocs

Menininha nasceu sem as pernas e os braços e ontem, emocionou o pai ao andar de prótese nova

Por Thailla Torres | 21/09/2021 07:50
Ontem, menina ganhou na Apae prótese personalizada e encheu equipe e família de emoção. (Foto: Assessoria Apae)
Ontem, menina ganhou na Apae prótese personalizada e encheu equipe e família de emoção. (Foto: Assessoria Apae)

Nascida com malformação congênita, a pequena Raísa Jara Gomes, de 9 anos, não tem as pernas e os bracinhos. Isso nunca a impediu de dar os primeiros passos na vida, no entanto, nos últimos anos, ela vivia com sapatos crocs no joelho para conseguir andar se arrastando, mesmo com a limitação.

Natural de Coronel Sapucaia – a 400 quilômetros de Campo Grande – ontem, ela protagonizou uma cena emocionante ao lado do pai, quando finalmente ganhou próteses personalizadas da super-heroína predileta, com direito a pintura nas unhas dos novos pés.

Antes, ela só se arrastava com crocs no joelho. (Foto: Assessoria Apae)
Antes, ela só se arrastava com crocs no joelho. (Foto: Assessoria Apae)

A primeira prótese da menininha veio em agosto, ainda sem nenhuma personalização, após ajuda de uma professora da escola de Raísa junto à família, que fez contato com Centro Especializado em Reabilitação da APAE de Campo Grande.

Ao retornar de Coronel Sapucaia com o pai para fazer um ajuste na prótese, ela recebeu de surpresa as novas pernas personalizadas e caminhou toda feliz.

Nas imagens registradas pela Apae, a menininha não demonstra dificuldade em andar com o crocs, mas logo que conseguiu colocar a prótese nova, a felicidade ficou ainda mais evidente, assim como a emoção do pai, que não tirava os olhos da filha enquanto ela caminhava.

Segundo o pai, seu Leonido Lopes Gomes, que acompanhou a filha durante todo processo, vê-la andando com as próteses novas é de “deixar qualquer pai emocionado”. “Não teríamos condições de comprar”, resume.

Agora, a família se dedica para ajudar Raísa a dar todos os passos sem dificuldade, já que está na fase de adaptação para conseguir caminhar com total segurança e sem medo de cair.

E quem garantiu a personalização na prótese, foi o auxiliar técnico ortopédico Dorival Daikon Vilalta, que ao saber da garra da menininha, fez questão de dar a ela o título de heroína que, sem dúvidas, foi merecido.

Pai ajudando filha a caminhar com a nova prótese. (Foto: Assessoria Apae)
Pai ajudando filha a caminhar com a nova prótese. (Foto: Assessoria Apae)

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