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Campo Grande, Domingo, 15 de Setembro de 2019

28/08/2019 08:47

De cidades diferentes, professores tatuam ipê para lembrar amor pela Capital

Ideia, segundo os professores, foi também eternizar uma amizade inesperada que surgiu em Campo Grande

Thailla Torres
Ipê simboliza resistência, por florescer no inverno. (Foto: Thailla Torres)Ipê simboliza resistência, por florescer no inverno. (Foto: Thailla Torres)

O desejo de marcar na pele o sentimento de uma verdadeira amizade e o encanto por Campo Grande motivaram os professores Priscila Rodrigues Gomes, José Gabriel Menezes Freitas, Laís Nunes Brandão e Valdecy Rodrigo do Nascimento a fazerem a mesma tatuagem. Para eles, o desenho de um ipê rosa significa uma amizade que vence desafios, como a árvore que floresce no inverno. No dia do aniversário da cidade, na última segunda-feira (26), eles tomaram a decisão de marcar a amizade, que nasceu de um jeito inesperado, há pouco mais de um ano.

Os quatro são de cidades diferentes. Priscila é a única campo-grandense, José veio de Franca (SP), Laís de Bom Jesus do Itabapoana (RJ) e Valdecy de São João del Rei (MG). Todos têm 25 anos e se encontraram pela primeira vez em 2018, quando entraram no Ensina Brasil, um programa de desenvolvimento de lideranças para recém-formados em diversas carreiras de bacharelado e licenciatura e que atuam por dois anos como professores em escolas públicas pelo Brasil.

Numa noite de diversão, os quatro começaram a discutir qual seria o desenho, e de imediato optaram por uma árvore.Numa noite de diversão, os quatro começaram a discutir qual seria o desenho, e de imediato optaram por uma árvore.

Todos foram designados para a mesma escola, a estadual Professora Ada Teixeira dos Santos Pereira, no Jardim Campo Belo. A partir de então nasceu uma amizade forte entre eles.

O interesse pela tatuagem nasceu no início deste ano, visto que o projeto se encerra em dezembro e, possivelmente serão encaminhados para locais diferentes de trabalho. “Assim, quisemos tatuar algo para simbolizar toda esta conexão que há entre nós”, explica Priscila.

Numa noite de diversão, os quatro começaram a discutir qual seria o desenho, e de imediato optaram por uma árvore. “Que simboliza conhecimento” diz.

No dia 12 de agosto, num evento em uma do bairro Amambaí, os professores estavam entre amigos, observando um ipê na frente do estabelecimento. “Ali nasceu a ideia”, lembra José. “Ipê simboliza resistência por florescer no inverno. Campo Grande, por ter um clima apropriado para que ela floresça. E uma árvore que simboliza conhecimento e professores. Já Campo Grande simboliza para nós, o local onde nos uniu e podemos crescer juntos”, acrescenta Priscila.

A cidade onde consolidou a amizade dos professores recebeu homenagem deles no dia do aniversário, por isso, a data escolhida para a tatuagem foi o dia 26 agosto. Cada escolheu uma parte do corpo preferida para eternizar na pele o ipê.

“É muito louca a nossa história. Viemos pelo mesmo programa, tivemos uma formação inicial em São Paulo, mas não conhecemos muito. Não tínhamos uma ligação prévia, mas desde o início rolou uma ligação muito grande entre a gente, nos ajudamos muito mutuamente, enfrentamos barreiras juntos e conseguimos grandes vitórias”, explica Valdecy.

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