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Campo Grande, Sexta-feira, 18 de Outubro de 2019

27/07/2019 08:33

De graça, Gabriella quer alfabetizar mulheres que não tiveram oportunidade

A acadêmica de Ciências Sociais usou o Facebook para anunciar seu projeto que tem o objetivo de unir mulheres

Danielle Valentim
Foi durante as aulas de antropologia com debates sobre o assunto “mulher na sociedade” que Gabriella passou a trabalhar a empatia. (Foto: Paulo Francis)Foi durante as aulas de antropologia com debates sobre o assunto “mulher na sociedade” que Gabriella passou a trabalhar a empatia. (Foto: Paulo Francis)

A acadêmica de Ciências Socias Gabriella Mascarenhas Bitercourt, de 18 anos, usou as redes sociais para propor o projeto de reforço e alfabetização a mulheres. A jovem decidiu oferecer o ensino gratuito a alunas entre 25 e 80 anos.

Foi durante as aulas de antropologia com debates sobre o assunto “mulher na sociedade” que Gabriella passou a trabalhar a empatia por outras mulheres.

“Eu sempre pensei em um projeto para unir mulher e a faculdade abriu minha mente. Eu estava estudando um jeito de fazer essa ligação com algo de dentro para fora e desde o início pensei em uma ideia que partisse de Campo Grande para outros lugares. Eu coloquei nos Classificados por ser um lugar que atinge muita gente”, conta.

Gabriella acaba de entrar no segundo semestre de Ciências Sociais na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), mas tudo começou aos 11 anos, quando Gabriella ajudava uma vizinha na produção de suas tarefas. A “primeira aluna” vivia no quarto andar do prédio onde a jovem morava e, na época, estava concluindo o Ensino Médio.

Com objetivo de apoio e não de lucro, a jovem acadêmica cobrará um valor simbólico para sua locomoção cerca de R$ 8 e não pelas aulas. Logo no primeiro dia da publicação, o retorno foi surpreende tantos de mulheres interessadas em aprender, quanto de chefe com desejo de incluir funcionária no projeto.

Publicação no Facebook. Publicação no Facebook.

“Uma patroa de uma mulher quer muito que a funcionária aprenda a ler e escrever. Ela chegou a propor que se meu horário não bater com o expediente da empregada ela irá alterar o horário de trabalho para que ela tenha aulas”, conta.

Outras três mulheres procuraram Gabriella para somar forças e ajuda-la a ensinar. Por ser uma coisa feita por amor, o projeto ainda não tem um nome fixo, mas Gabriela planeja chama-lo de “Nós por nós, com amor”.

A mãe de Gabriella é uma grande incentivadora da filha e cederá os livros a serem usados nas aulas. “Minha mãe gosta muito de ler e está muito orgulhosa, inclusive. Ela tem muitos livros didáticos tanto do ensino Fundamental quanto do Médio para preparação do Enem, EJA e Enceja”, explica.

A jovem ainda não sabe o que quer fazer depois da faculdade, a única certeza é de que trabalhará na inclusão de mulheres e defesa dos direitos LGBT+. “Minha mãe é casada com outra mulher desde os meus 7 anos, então, fui criada por mulheres e isso foi incrível. Sou muito ligada à Antropologia então gosto muito de estudar sobre as pessoas”, finaliza.

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