ACOMPANHE-NOS    
SETEMBRO, QUINTA  23    CAMPO GRANDE 22º

Comportamento

Discórdia entre sócios cria na avenida Calógeras o "quarteirão das perucas"

Por Anny Malagolini | 18/12/2013 06:42
Loja de eletrônicos, com perucas na entrada.
Loja de eletrônicos, com perucas na entrada.

Na Calógeras, entre a rua Barão do Rio Branco e a avenida Afonso Pena, o que chama a atenção de quem passa na calçada são as duas lojas de perucas, quase uma ao lado da outra. O curioso mesmo é que uma delas vende acessórios e aparelhos telefônicos, sem nenhuma lógica aparente na combinação de produtos. Desvendar o "mistério" é descobrir uma disputa bem inusitado na rotina do comércio.

Na loja de celulares, logo na entrada, um armário de vidro deixa em exposição perucas sintéticas à venda. Em uma placa, o aviso adverte: “É proibido fotografar usando o acessório”. “Tem gente que vem só pra brincar e acaba estragando”, explica Jéssica Militão, filha do proprietário da loja.

As perucas curtas custam a partir de R$ 89,00, e as longas chegam a R$ 299,00. Segundo Jessika, os clientes geralmente são pessoas que tem cabelo curto ou que fazem quimioterapia.

O salão de beleza vizinho, o "Maximu's", também tem na parede dezenas de perucas, mas feitas com cabelos de verdade, de todos os tipos.  Os fios vêm de Ponta Porã e de Dourados, usados para apliques, com serviços a partir de R$ 800,00, explica o cabeleireiro e dono do salão, Levy Gonçalvez Dias, de 51 anos. 

Ele conta que a ideia original era montar um salão de beleza que aplicasse mega hair e que também tivesse perucas sintéticas à venda, mas uma briga com o ex-sócio, acabou em "partilha dos bens".

O dono da loja ao lado, o comerciante Rosivaldo Militão, de 47 anos, queria ter o salão, mas não abria mão de vender aparelhos telefônicos em um mesmo espaço.

O sócio Levy não concordou e a parceria foi pelo buraco. Eles então dividiram as perucas, um ficou com as sintéticas e outro com as naturais. Como Levy queria mesmo é fazer mega hair, as artificiais não interessavam, então coube ao ex-sócio ficar com elas.

Mas Rosivaldo avisa que em janeiro vai parar de vender as perucas. “Continuei vendendo porque tinha espaço, mas capa de celular voltou à moda e vou preencher o armário com isso”.

Outra justificativa é a falta de compradores de perucas “Vendo no máximo uma por semana”, comenta.

Salão de beleza deo Levy, cheio de cabelo natural.
Salão de beleza deo Levy, cheio de cabelo natural.
Nos siga no Google Notícias
Regras de comentário