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Campo Grande, Sexta-feira, 21 de Setembro de 2018

16/09/2018 07:14

Dona Celeste, Ed Motta, Tino e Verdona são parte da família de César

Décadas de história são inspiração para nomes dos carros antigos cheios de personalidade

Kimberly Teodoro
Opala Tim Maia foi o primeiro a receber nome de cantor famoso (Foto: Arquivo Pessoal)Opala Tim Maia foi o primeiro a receber nome de cantor famoso (Foto: Arquivo Pessoal)

Dona Celeste, Ed Motta, Tino e Verdona são carros, mas poderiam muito bem ser pessoas, cada com uma personalidade única e muitos anos de história. Hoje, eles fazem parte da família de César, que investe no sonho de ter o próprio negócio de revendas de carros antigos, sustentado por uma paixão que ele acredita estar no sangue.

De acordo com César, a venda especializada de carros antigos exige muita paciência é difícil de manter por causa do giro de capital mais lento, isso porque um carro pode sair em 2 dias ou em até em 1 ano. Como os preços baseados no que o dono acha que vale e no que o comprador está disposto a pagar, a negociação depende muito do modelo, do ano, da raridade e do estado de conservação do veículo.   

César se lembra dos carros do pai, Jericó Vieira de Matos, que sempre teve modelos clássicos como Fuscas, Brasílias e TLs, que na época não eram antigos, mas que sempre foram motivos de encanto para o menino.

Verdona, a C10 hoje é aposentada, mas a família não se desfaz dela por nada (Foto: Acervo Pessoal)Verdona, a C10 hoje é aposentada, mas a família não se desfaz dela por nada (Foto: Acervo Pessoal)

Verdona é uma caminhonete Chevrolet C10 de 1977, na família desde 1990. Favorita de César, ele conta que o pai trocou o Gol BX que usava na época pela C10 por causa da chácara da família e da necessidade de um carro mais espaçoso para transportar pequenas cargas.

A memória mais marcante na Verdona foi uma viagem com a família inteira para Santa Catarina quando César tinha 6 anos, com uma capota cobrindo a carroceria foram dias na estrada com 10 pessoas dentro da caminhonete, parando para visitar os parentes no caminho. "Ainda me lembro da dor nas costas por ficar deitado na carroceria, que ainda era dura mesmo com os colchonetes e as malas que colocamos".

Hoje, a Verdona está aposentada e esperando para ser restaurada, mas ganhou mais 3 irmãos: A Dona Celeste, uma Kombi de 1974. Tino, o Fusca de 1971, e Ed Motta, o Opala de 1986.

Dona Celeste é a favorita de Estela, a esposa de César e pensar em vendê-la dá até briga na família. (Foto: Acervo Pessoal)Dona Celeste é a favorita de Estela, a esposa de César e pensar em vendê-la dá até briga na família. (Foto: Acervo Pessoal)

Cada nome foi escolhido com base nas características de cada carro, a Dona Celeste por exemplo é azul celeste como o próprio nome sugere e o Dona vem dos 44 anos de uso que fazem dela uma "senhorinha" como é carinhosamente chamada às vezes. O mais peculiar é a lataria gasta e cheia de amassados de batidas que César não pretende reformar, para ele são marcas do tempo que fazem parte da história dela, as únicas mudanças necessárias são no motor para que ela continue funcionando e no interior da Kombi que deve ser usada como camiseteria itinerante.

Tino é apelido para Diamantino, também referente a cor do fusca que César fez questão de ir buscar em Curitiba, por ser um modelo difícil de encontrar em bom estado por aqui, é também um carro que ele deseja há muito tempo e que só a satisfação de finalmente adquirir já vale o esforço.

César foi até Curitiba para buscar o Fusca Tino, um modelo desejado há muito tempo (Foto: Acervo pessoal)César foi até Curitiba para buscar o Fusca Tino, um modelo desejado há muito tempo (Foto: Acervo pessoal)
Interior do carro tem painel original e bancos de couro (Foto: Acervo pessoal)Interior do carro tem painel original e bancos de couro (Foto: Acervo pessoal)

Repetir nomes nos carros está fora de questão e Ed Motta foi escolhido para o substituto do primeiro Opala de César, Tim Maia. O veículo é conhecido pelo motor potente e nome dos cantores cai como uma luva.

"Fusca e Kombi são interessantes porque atraem o olhar das pessoas de uma forma nostálgica, são carros pelos quais as pessoas têm carinho. Minha paixão sempre foi por Opala e Maverick, hoje o Maverick se tornou um sonho distante, e o opala é meu preferido e a ideia é semper ter um, Já tem o Ed, agora pretendo comprar outro. Se der tudo certo a a ideia é guardar eles enquanto existir automóveis e combustíveis fósseis", conta.

Tino é o apelido carinhoso Fusca Diamantino (Foto: Acervo Pessoal)"Tino" é o apelido carinhoso Fusca Diamantino (Foto: Acervo Pessoal)

Entre os carros do próprio César, que segundo ele não são de coleção, mas que têm um espaço no coração do dono, os únicos carros dos quais ele não se desfaz de jeito nenhum são a Verdona e a Dona Celeste. Vender as duas causaria até briga na família já que a esposa Érica Estela adora a Kombi.

César usa a conta no instagram @cerradosgarage para trocar experiência com outros apaixonados por carros antigos e divulgar os modelos que estão à venda.

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César e a esposa Estela dividem o amor por carros antigos (Foto: Acervo pessoal)César e a esposa Estela dividem o amor por carros antigos (Foto: Acervo pessoal)
O motor potente do Opala faz juz ao nome recebdio: Ed Motta (Foto: Acervo Pessoal)  O motor potente do Opala faz juz ao nome recebdio: Ed Motta (Foto: Acervo Pessoal)


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