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Campo Grande, Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018

25/10/2017 07:38

Jatobá de 200 anos é estrela que todo mundo abraça em viveiro da Ernesto Geisel

Thailla Torres
Só quem tenta abraçar a árvore tem dimensão do tanto que é gigante. (Foto: Marcos Ermínio)Só quem tenta abraçar a árvore tem dimensão do tanto que é gigante. (Foto: Marcos Ermínio)

Na Avenida Ernesto Geisel, um jatobá deu o ar da graça há mais ou menos 200 anos. Isso é o que diz a proprietária de um viveiro que ganhou a árvore como estrela, uma atração que todo mundo abraça e tira foto quando chega ao local. O marido, que decidiu pela área, acertou em cheio na escolha sem imaginar a riqueza centenária da região.

Em volta do jatobá de aproximadamente 30 metros de altura, outras espécies, de vários tamanhos, indicam a natureza preservada há muito tempo. Isso foi o que o motivou os donos a ficarem no local, com o mínimo de intervenção humana, deixando que folhas e árvores abracem o viveiro.

Gisele abriu mão da vida de bancária para cuidar de um viveiro. (Foto: Marcos Ermínio)Gisele abriu mão da vida de bancária para cuidar de um viveiro. (Foto: Marcos Ermínio)

Por isso, o lugar é respeitado por quem passa. Apesar de mato para todo lado, Gisele Viana, de 39 anos, e o marido Daniel Viana, de 44, dedicam uma atenção especial ao jatobá. "Quando chegamos aqui, a primeira coisa que nos chamou a atenção foi essa árvore. Não sabemos ao certo quanto tempo ela tem, mas recentemente um biólogo veio em busca de plantas e comentou que ele tem pelo menos 200 anos", conta.

A sombra é garantida durante todo o dia, já que o casal não quer podar nada do local. A intenção é transformar o espaço nos próximos meses em um recanto para contemplação e fotografias, sem agredir qualquer planta. "Vamos colocar bancos na proximidade da árvore e fazer uma trilha pequena para que as pessoas conheçam o Jatobá. Não entendemos muito sobre a árvore, mas temos certeza que ela e as outras devem ser preservadas", esclarece.

Quem gosta de natureza, nem se intimida em abraçar o jatobá que precisa, de pelo menos, cinco pessoas para fechar um círculo. "Quem gosta mesmo, tenta abraçar e faz selfie, ele acabou virando uma atração, sem que a gente imaginasse. A única coisa que exigimos que é todo mundo tem cuidado e trate ela com carinho".

Tão grande que não coube na foto. (Foto: Marcos Ermínio)Tão grande que não coube na foto. (Foto: Marcos Ermínio)

Gisele era bancária até pouco tempo e o marido sempre esteve envolvido com a música. Mas o cansaço de uma rotina sem tempo para os filhos fez o casal mudar de vida. "Ele sempre adorou plantas, eu fiz um curso de Design de Interiores e acabei me apaixonando pelo paisagismo. Foi assim que decidimos abrir o viveiro".

O marido caminhou muito pela região até encontrar o lugar certo, que não perdesse a essência da natureza, apesar do intuito comercial. "E não me arrependo da escolha. Tem gente que acha uma mudança radical, mas pra nós é uma qualidade de vida e estamos sempre com a mão na massa, ou melhor, na terra", afirma Gisele.

Graças a isso, as tardes continuarão frescas e Gisele pretende em investir no container que fica bem na porta do viveiro. "Além de vender plantas e contemplar o Jatobá, quero vender suco natural. Fazer daqui um recanto pra todo mundo se sentir bem e respirar um pouco da natureza", garante.

O viveiro fica na Ernesto Geisel, 7901, São Francisco.

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