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Campo Grande, Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017

07/09/2017 07:25

Longe de serem os campeões de likes, quem são os digitais influencers por aqui?

Thailla Torres
Com o crescimento Instagram,  a onda digital influencer ganhou força. (Foto: Marcos Ermínio)Com o crescimento Instagram, a onda "digital influencer" ganhou força. (Foto: Marcos Ermínio)

Focados em nichos de moda, beleza, arquitetura e comportamento, tem muita gente se tornando um digital influencer nas redes sociais. Não é de hoje que essa nova categoria bomba, principalmente, no Instagram. Uma nova postagem e pronto, são várias curtidas, comentários e interessados no conteúdo ou estilo de vida de quem ganhou fama de maneira espontânea ou forçada. O resultado é dinheiro na conta.

A gente resolveu ouvir profissionais nas áreas de Publicidade e Marketing Digital para saber quem são os influenciadores digitais de peso em Campo Grande, mesmo com mercado ainda pequeno por aqui. De saída aprendemos que número de seguidores não representa sucesso e não é característica principal para alguém se tornar um influencer. O cara tem de conseguir vender uma imagem ou um produto e isso depende de credibilidade.

Publicitário e consultor em Inovação e Marketing, Josué Sanches divide esse universo dos digitais em categorias. "Existe simplesmente a pessoa que tem uma audiência pelo estilo de vida, mas não interage com ninguém e acaba só ganhando fãs. Mas há aquelas pessoas que têm um posicionamento claro, que se manifestam online de maneira que outras pessoas se identifiquem e passem a ter como referência", explica.

Carol Cantelli é uma digital influencer com 300 mil seguidores. Carol Cantelli é uma digital influencer com 300 mil seguidores.

Em um desses nichos, com 334 mil seguidores, a arquiteta e designer Carol Cantelli, de Dourados ganhou notoriedade no Instagram depois de investir em postagem com fotos pessoais e projetos autorais de Arquitetura. 

"Assim como a Carol, há outras pessoas que se tornam influenciadores pela curadoria e ao mesmo tempo o seu ponto de vista. E é importante entender bem as diferenças porque, para trabalhar com isso, essas pessoas têm de ter a outra como uma referência. O influencer tem de produzir conteúdo online com uma mensagem que as outras pessoas se identifiquem", explica.

Ter milhares de likes é sinal que alguém se tornou um influenciador? A resposta é não, porque o que importa é o poder de venda daquele conteúdo, em forma de produto ou de ideias. Quem ressalta isso é Cris Alvez, de 28 anos, especialista em Produção e Marketing da agência de Publicidade Agillitá. 

"É necessário que as pessoas comprem a ideia, concordem com o que está sendo publicado e interajam. Esse é o cuidado que precisa ter", explica. Seja qual for o conteúdo, a característica fundamental é que esse influenciador consiga provocar nos outros a sensação de 'eu preciso disso pra mim'", comenta.

Mas tem tudo é glamour, garante. "Ainda há quem tente ser um digital e não consiga. Mas isso é porque muitos não entenderam como isso funciona para ser efetivo. O que acontece é uma especulação de que outras pessoas estão ganhando dinheiro com o Instagram ou ganham convites pela publicação, mas as coisas não são tão simples assim. É preciso um trabalho para que o alcance aumente", diz.

Razão - E porque se tornar um digital influencer? A resposta está no lucro ou simplesmente no status. Hoje em dia, o que não falta é gente abrindo mão até do trabalho para viver da rede social. Outro grande exemplo em Campo Grande é o perfil Vida de Noiva administrado pela jornalista Juliana Ferreira, de 33 anos que chegou a pedir demissão para viver do Instagram desde 2014.

Outro exemplo é o Fica Dica CG que bombou em seguidores com fotos de produtos. "Nesse caso, a responsável não divulga uma opinião dela, mas é um digital por se tratar de uma curadoria de conteúdos que levam pessoas a usarem aquilo no cotidiano delas", explica Josué.

Mas para diminuir o percurso entre ser digital e ganhar fama entre os seguidores, há também outros mecanismos para cativar o público, mas é necessário cuidado. "Dentro disso tudo temos outra vertente de pessoas em que sucesso nem sempre é real, onde os likes que essa pessoa tem são fakes, já que existem automatizadores de seguidores e também 'fazendas de likes' que podem ser compradas, e isso nem sempre é sinal de resultado", pontua ele.

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