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Campo Grande, Quarta-feira, 15 de Agosto de 2018

09/02/2018 08:07

Maria era freira, Valter seminarista, se encontraram e estão juntos há 28 anos

Do casamento, a história de amor ainda rendeu 3 filhos

Thaís Pimenta
Maria e Valter estão casados há 28. Os dois se conheceram quando ainda eram freira e seminarista, respectivamente. (Foto: Acervo Pessoal)Maria e Valter estão casados há 28. Os dois se conheceram quando ainda eram freira e seminarista, respectivamente. (Foto: Acervo Pessoal)

Maria Célia e Valter Luís Tomasi estão casados há 28 anos. Da união, três filhos nasceram. Olhando as fotos de hoje é impossível imaginar que os dois já pensaram em seguir o celibato: ela como freira e ele como padre.

Em 1982 os dois se conheceram, na faculdade de Pedagogia, em Moema, São Paulo. Maria era freira da Congregação Missionária dos Servos do Espírito Santo e Valter ainda era seminarista. A coincidência deu origem à natural aproximação do futuro casal. “A gente fazia os trabalhos juntos, na faculdade, junto de senhoras mais velhas da turma. Na época, não tinha nada a ver e eu nem pensava em ficarmos juntos”, diz ela.

Por conta da Congregação, Maria mudou-se para Belo Horizonte e em três anos finalizou a faculdade em Minas Gerais. "Nos afastamos nessa época, perdemos contato".

Passado esse tempo, a já pedagoga voltou pra São Paulo cheia de reflexões a respeito do caminho que havia decidido seguir. "Comecei a pesar se valia a pena deixar minha vida para o que estava sendo oferecido. Quando você opta pelo caminho da fé, deixa de ter filhos, casar, ter uma profissão. Eu queria fazer alguma coisa para os outros, para o mundo, mas não mais daquela maneira".

Ao chegar na administração da Congregação, ela expressou a vontade. "Eles aceitaram e já queriam que eu saísse de lá de uma hora pra outra, como se eu tivesse sendo má influência para as meninas que entravam", lembra. 

Uma de suas colegas a ajudou no novo caminho escolhido. "Ela encontrou um quartinho pra mim, em um prédio de um ex-motel já desativado e me ajudou a arrumar um emprego como pedagoga".

A reaproximação de Maria e Valter se deu justamente nesse dia, no ano de 1987. O marido diz que Maria foi lhe procurar na Prefeitura, onde trabalhava. "Foi a primeira vez que eu a vi sem hábito, naquele dia ela disse que estava saindo do convento", lembra.

Maria Célia era freira com hábito e tudo. (Foto: Acervo Pessoal)Maria Célia era freira com hábito e tudo. (Foto: Acervo Pessoal)
Valter em meio aos colegas seminaristas.  (Foto: Acervo Pessoal)Valter em meio aos colegas seminaristas. (Foto: Acervo Pessoal)

Hoje, o casal chega à conclusão de que já havia algo entre eles antes mesmo desse dia, silenciado pelos dois. "Havia sim uma sintonia que a gente não se permitia falar, mas a gente estava sempre junto e era claro que existia alguma coisa, mas não permitíamos ficar manifestando essa sentimento".

Maria e Valter começaram a namorar logo após o reencontro. Se mudaram para uma casa e Maria engravidou do primeiro filho. Em busca de qualidade de vida para a criação de Guilherme, vieram para Mato Grosso do Sul, ao município de São Gabriel do Oeste e lá estão até hoje. 

Depois de Guilherme, outras duas meninas completaram a família: Natália e Bárbara. O casamento foi consequência. O que ficou da fé da juventude ainda é forte, mas não dentro da igreja. "Não fomos pais extremamente religiosos. Buscamos nos basear nas vivencias que tivemos oportunidade de viver naquele momento".

Hoje Valter e Maria tem uma escola no município que escolheram como lar. "Eu sou a coordenadora e ele o diretor. Damos algumas aulas também", conta.

Se eles se arrependem em algum momento? De jeito nenhum! "Foi a melhor escolha que fizemos".

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O casal com o primeiro filho nos braços, em São Gabriel do Oeste. (Foto: Acervo Pessoal)O casal com o primeiro filho nos braços, em São Gabriel do Oeste. (Foto: Acervo Pessoal)


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