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Campo Grande, Quarta-feira, 26 de Junho de 2019

14/06/2019 08:10

Na base do Correio Elegante, amigos do José Abrão revivem paquera dos anos 80

Antes de chegar à praça, os xavecos passaram pelo bar do Ceará, bar do Dionísio e bar da Cida.

Danielle Valentim
A “Paquera José Abrão” foi realmente uma volta no tempo. (Foto: Kísie Ainoã)A “Paquera José Abrão” foi realmente uma volta no tempo. (Foto: Kísie Ainoã)

Foi-se a época da paquera na praça e dos recadinhos no Correio Elegante? Para o pessoal do Bairro José Abrão, não. Amigos das antigas se reuniram para relembrar o flerte que rolava há 30 anos, com direito a muito flash back.

A “Paquera José Abrão” foi realmente uma volta no tempo. A música foi embalada pelos DJs Luiz Pica Pau, Giane e radialista Jhony Love, que começou as locuções no bairro. No microfone, os recadinhos rolaram soltos.

Antes de chegar à praça, os xavecos passaram pelo bar do Ceará, bar do Dionísio e bar da Cida. A azaração funcionava mesmo e formou casal que está junto até hoje, como a professora Tânia Tlas, de 45 anos, e o marido Alexandre Ramão, de 48 anos.

“Começamos a namorar na época da paquera. Os jovens de hoje vivem um momento diferente. Na nossa época não tinha celular, não tinha internet e para conquistar uma menina tinha que ficar ao lado dela e esperar a música lenta para xavecar no ouvido”, garante.

Atualmente, Tânia e a família moram no Guanandi, mas como têm um quiosque na praça do bairro vive na região com os amigos. (Foto: Kísie Ainoã)Atualmente, Tânia e a família moram no Guanandi, mas como têm um quiosque na praça do bairro vive na região com os amigos. (Foto: Kísie Ainoã)
A cozinheira Bianca Marques, de 44 anos, explica que o “point” dos amigos, agora, é o quiosque da Tânia. (Foto: Kísie Ainoã)A cozinheira Bianca Marques, de 44 anos, explica que o “point” dos amigos, agora, é o quiosque da Tânia. (Foto: Kísie Ainoã)

Atualmente, Tânia e a família moram no Guanandi, mas como têm um quiosque na praça do bairro vive na região com os amigos. Ela garante que os xavecos de Alexandre deram certo. “Antes quando você ficava afim de alguém mandavam um recadinho, marcava de se encontrar. A paquera deu certo são 28 anos de casamento, dois filhos e já somos avós”, conta.

A cozinheira Bianca Marques, de 44 anos, explica que o “point” dos amigos, agora, é o quiosque da Tânia, mas que a ideia de transformar num evento partiu de dois grupos. “Temos os grupos Geração Paz Feminino e o Masculino que se reúne todo fim de ano. A partir daí, eu e a Tânia tivemos a ideia de promover a paquera. Aqui também está presente a segunda geração, que é o Dienes, ele entrou na nossa e todo mundo participa. O pessoal que está aqui é tudo das antigas”, pontua.

Apaixonada pelo bairro, Vera Lúcia, de 50 anos, garante não ter palavras suficientes para expressar a alegria de estar presente no encontro. “É difícil falar. Eu sou dessa época junto com todas essas gurias. Para você ter uma ideia hoje eu nem poderia estar aqui, porque tenho o aniversário de uma patroa muito querida, mas tive que passar aqui antes. Não tem como. Eu não moro mais aqui, moro no Santa Luzia, mas eu vivo aqui. Eu dou uma passadinha no quiosque e passo o dia aqui”, conta.

Apaixonada pelo bairro, Vera Lúcia, de 50 anos, garante não ter palavras suficientes para expressar a alegria de estar presente no encontro. (Foto: Kísie Ainoã)Apaixonada pelo bairro, Vera Lúcia, de 50 anos, garante não ter palavras suficientes para expressar a alegria de estar presente no encontro. (Foto: Kísie Ainoã)
Ana Flávia Damasceno, de 43 anos, chegou ao bairro em 1981 aos 7 anos. (Foto: Kísie Ainoã)Ana Flávia Damasceno, de 43 anos, chegou ao bairro em 1981 aos 7 anos. (Foto: Kísie Ainoã)

Ana Flávia Damasceno, de 43 anos, chegou ao bairro em 1981 aos 7 anos. Ela conta que cresceu com os amigos do José Abrão e dançou muito na discoteca que tinha no Centro Comunitário. “Tinha DJ, paquera e recadinho era muito legal. Eu moro aqui até hoje, viramos uma família. Hoje em dia o pessoal não sabe o que é isso aqui, meu filho pergunta: o que é paquera, mãe? e eu respondo que é da minha época. Quando levo, ele também se diverte”, frisa.

Para o promotor de vendas Hércules Correia, de 45 anos, os jovens de hoje nunca saberão como era a diversão. “Anos 80 foi a nossa época que a gente se divertiu e curtiu muito aqui no Centro Comunitário, na época do Terrão. Foi mudando, a idade foi chegando. A nossa música virou flash back. Eu sou do grupo do passinho, no União dos Sargentos e no Bolero”, conta.

A vendedora Maria Cristina dos Santos, de 52 anos, garante que os anos 80 foi a melhor época da vida. “Na época meu irmão falecido também fazia parte. Hoje não moro no José Abrão, mas tenho uma irmã aqui e vivo aqui. Amizade da turma era tão grande que se manteve”, afirma.

Para o promotor de vendas Hércules Correia, de 45 anos, os jovens de hoje nunca saberão como era a diversão.(Foto: Kísie Ainoã)Para o promotor de vendas Hércules Correia, de 45 anos, os jovens de hoje nunca saberão como era a diversão.(Foto: Kísie Ainoã)
A vendedora Maria Cristina dos Santos, de 52 anos, garante que os anos 80 foi a melhor época da vida.(Foto: Kísie Ainoã)A vendedora Maria Cristina dos Santos, de 52 anos, garante que os anos 80 foi a melhor época da vida.(Foto: Kísie Ainoã)

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Confira mais fotos da tarde de paquera na Praça do José Abrão.




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