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Campo Grande, Terça-feira, 17 de Setembro de 2019

22/08/2019 07:54

Na Praça Ary Coelho, letreiro é novidade para tirar foto nos 120 anos da cidade

Quem passa pelo Centro consegue ver de longe as letras gigantes nas cores azul e branca que destacam o aniversário da Capital

Alana Portela
Na Praça Ary Coelho, letreiro é novidade para tirar foto nos 120 anos da cidade
Francisca Rodrigues tirando uma selfie ao lado da amiga, Cristina Martins (Foto: Henrique Kawaminami)Francisca Rodrigues tirando uma selfie ao lado da amiga, Cristina Martins (Foto: Henrique Kawaminami)

Pela primeira vez, Campo Grande ganhou um letreiro em comemoração ao aniversário da cidade. A homenagem é aos 120 anos, e quem está aproveitando são as pessoas que passam pela praça Ary Coelho. De longe dá para ver as letras gigantes, nas cores branca e azul. “Estava do outro lado da rua quando avistei e vim conferir”, disse Nair Ferreira Sena.

Ela estava na companhia da filha, Dhéssica Costa, depois das compras. “Sou apaixonada pela cidade. Morei em Dourados, não me adaptei, fui pra Sidrolândia, mas sempre tive vontade de voltar. Há dois meses retornei e não saio mais”, afirmou.

Aos 58 anos, Nilson de Oliveira também parou para fazer o registro. Ele diz que costuma dizer que Campo Grande primeiro estendeu-lhe as mãos, depois o abraçou.“Estou aqui há mais de 20 anos. Sou indígena, vim de Aquidauana e o que tenho hoje, era o que gostaria de ter tido na minha cidade”.

Nair Ferreira contou que avistou o letreiro de longe e quis tirar uma foto (Foto: Henrique Kawaminami)Nair Ferreira contou que avistou o letreiro de longe e quis tirar uma foto (Foto: Henrique Kawaminami)
Nilson de Oliveira afirmou que, com seu trabalho, ajudou a mudar a geografia de Campo Grande (Foto: Henrique Kawaminami)Nilson de Oliveira afirmou que, com seu trabalho, ajudou a mudar a geografia de Campo Grande (Foto: Henrique Kawaminami)

“Sou pedreiro, trabalhei muito tempo aqui, depois fui para o interior até retornar pra Capital. Vim para contribuir e mudar a geografia da cidade”, disse. “Não tinham essas casas de hoje, então eu fui construindo em vários bairros. Criei um amor por essa cidade e tenho uma história para contar. Eu ajudei a mudar Campo Grande e Campo Grande me mudou também”, afirmou.

Ele mora no Jardim Carioca, é casado, tem quatro filhos e foi graças ao trabalho pesado que sua família se estruturou. “São todos formados, tiveram a melhor educação, universidade, tudo aqui. O meu projeto de vida deu certo”, destacou Nilson.

Dona Irene Miranda, 75 anos, é aposentada e saiu cedo do bairro Buriti para passear com a netinha de 4 anos, no Centro. Durante o vai e vem pelas ruas, avistaram o letreiro e, claro, foram registrar o momento. “Achei muito bonito. Vim caminhar com ela e parei para fazer uma foto. A cidade está melhorando, gosto daqui”. Ela é paulista, mas se considera sul-mato-grossense. “Moro aqui há muito tempo já”.

Os 120 anos fez Roberto de Souza se recordar de fatos históricos  (Foto: Henrique Kawaminami)Os 120 anos fez Roberto de Souza se recordar de fatos históricos (Foto: Henrique Kawaminami)
Irene Miranda disse que resolveu passear com a neta de 4 anos, quando viram o letreiro (Foto: Henrique Kawaminami)Irene Miranda disse que resolveu passear com a neta de 4 anos, quando viram o letreiro (Foto: Henrique Kawaminami)
Elielson Padilha trabalha vendendo pipocas e algodão doce na praça e contou que é a primeira vez que instalam um letreiro no local (Foto: Henrique Kawaminami)Elielson Padilha trabalha vendendo pipocas e algodão doce na praça e contou que é a primeira vez que instalam um letreiro no local (Foto: Henrique Kawaminami)

O casal, Roberto de Souza e Sebastiana Souza, é nascido e criado em Campo Grande. Ele com 77 anos e ela aos 76 tem muitas histórias para contar. Ontem (21), foram pagar uma conta na Avenida Afonso Pena, e na volta, passaram pela praça para chegar mais rápido ao terminal de ônibus e ficaram observando. Estranharam o letreiro no primeiro momento, mas depois usaram o local como cenário de fotos.

Na praça, Roberto comentou que conheceu Ary Coelho em vida. “Era criança na época, acompanhei o caso. Ele estava em Cuiabá, foi um escândalo”, disse. Já sua esposa lembrou de um assassinato que ocorreu. “Lembranças tristes, da vez que o sargento baiano matou 12 soldados no Mercadão. Eu era pequena, estava com uns 5 anos, mas nunca esqueci daquilo”.

O casal mora na Cohab e já tentou ficar em outra cidade, porém o destino os fez retornar. “Conseguimos uma terra em Sidrolândia, nos mudamos, mas não conseguimos nos adaptar. Vendemos o local e retornamos”, contou Roberto.

Andando distraídos pela praça, a assistente social Loanda da Silva e o sobrinho João Henrique, notaram algo diferente. O menino, esperto, apontou o letreiro para a tia e foram tirar uma foto. “Sou suspeita para falar da minha cidade, estou aqui desde que nasci. Tudo é bacana e agora, esse letreiro deu um uma destacada no local”, disse ela.

Elielton Padilha trabalha vendendo pipoca e algodão doce na praça há 12 anos e mencionou que é a primeira vez que instalam um letreiro no local. “Antigamente colocavam faixa, mas assim está bonito de ver. Tem bastante gente tirando foto, e a noite fica mais encantador ainda porque acendem as luzes”, disse. São 28 anos morando aqui, desde o nascimento. “Sou apaixonado por Campo Grande e criei raízes. Construí minha família, casei, tive filhos”.

O letreiro está na praça Ary Coelho e é cenário para fotos (Foto: Henrique Kawaminami)O letreiro está na praça Ary Coelho e é cenário para fotos (Foto: Henrique Kawaminami)

Turismo - O letreiro deu um “up” na praça, impossível não notar. Está lembrando outras cidades que também usam isso para atrair curiosos e turistas para selfies. Para, Francisca Rodrigues, universitária, 30 anos, faz com que os moradores e visitantes valorizem a história da Capital. “Vão lembrar da data porque estará nas fotos. Contudo, é importante que cuidem para não estragar”.

Ela é nordestina, de São Luiz do Maranhão, e mora no Santo Amaro há um ano. Está se adaptando à cidade, mas afirmou que gosta da tranquilidade daqui. “Aqui parece mais uma cidade do interior do que uma capital. O trânsito é bom demais, que parece mentira. O pessoal que é meio louco na direção, mas as ruas são boas para dirigir”.

Por conta da profissão do marido, já passou por várias outras capitais e sempre gosta de guardar uma lembrança. “Daqui uns dias irei embora, mas terei uma foto para lembrar que passei por Campo Grande, nos 120 anos”.

Cristina Martins também é de fora, do Rio de Janeiro, mas mora na Capital há quatro anos. Reside no 14º andar de um prédio perto do Centro, e foi pela janela que percebeu o letreiro. “É um lindo presente para cidade, principalmente pra gente que vem de fora e quer colocar uma foto diferente nas redes sociais pra família ver. Tenho registros que tirei em letreiros do Rio de Janeiro, João Pessoa, Natal, Florianópolis e agora o daqui”.

Ela é carioca, tem 48 anos falou que era isso que precisava para atrair mais pessoas. Contudo, só sentiu falta de um detalhe. “Faltou o coração para ficar ‘Amo Campo Grande’”. Percebo que essa Capital está acompanhando o que acontece em outros estados”, concluiu.

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 Irene Miranda fotografando a neta de 4 anos (Foto: Henrique Kawaminami) Irene Miranda fotografando a neta de 4 anos (Foto: Henrique Kawaminami)

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