Nem chuva e frio espantam torcida que lotou praça do Tijuca 2
Primeiros torcedores começaram a chegar às 17h, três horas antes do início da partida
Nem a chuva nem o frio desanimaram os moradores do Tijuca 2 na noite desta quinta-feira (19). Para acompanhar o segundo jogo do Brasil na Copa do Mundo, torcedores foram para a Praça Multiesportiva do bairro e protagonizaram um encontro comunitário de famílias, amigos e vizinhos.
Mesmo com o tempo pouco favorável, teve gente que chegou ao local por volta das 17h, mais de três horas antes de a bola rolar. Aos poucos, cadeiras foram sendo espalhadas pela praça, caixas de bebida apareceram e famílias inteiras começaram a ocupar o espaço. Quando a partida começou, o lugar já estava lotado.
A liderança comunitária Cristina Rosa, de 39 anos, conta que a organização do evento quase foi interrompida por causa da chuva.
“A gente trabalhou a semana inteira para conseguir trazer o jogo para o bairro e quando começou a chover cedo, achamos que ia cancelar. Mas quando deu 17 horas e o pessoal começou a montar tudo, as famílias chegaram vestidas de Brasil, com o rosto pintado, aí deu uma felicidade. Não dava mais para cancelar", relembra.
Para ela, o mais importante foi ver a comunidade reunida. “Foi maravilhoso poder organizar e ver a própria comunidade vindo participar. É bom estar todo mundo junto para, na hora do gol, gritar junto e comemorar junto”, avalia.
Confiante, Cristina apostou em vitória brasileira por 3 a 1. “Tomara que seja mais, mas minha aposta é 3 a 1. Estou confiante, mas é aquela confiança que vai e volta”, brinca.
Entre os primeiros a chegar estava a ambulante Cláudia Manoel Rodrigues, de 54 anos. Por volta das 17h30, ela já ocupava seu lugar na praça, equipada para não perder nenhum lance. “Cheguei cedo e já trouxe minha cerveja. O Campari está aqui também”, conta.
Junto dos amigos, a expectativa dela era de uma vitória apertada. “Estou torcendo porque joguei no bolão. Meu placar é 2 a 1 para o Brasil”, comentou.
A movimentação chamou a atenção até dos jovens que acompanhavam a montagem da estrutura. Morador do bairro, Alex Eduardo Matias dos Santos, de 18 anos, observava o crescimento do público. “A chuva está tentando atrapalhar, mas veio muita gente” resumiu.
Também com 18 anos, Leandro Mendes dividia o tempo entre o trabalho no espetinho da família e a torcida pela Seleção. No primeiro jogo, ele não conseguiu acompanhar tudo por causa da correria. “Eu estava trabalhando e foi difícil assistir. Achei que o Brasil foi ruim, dá para melhorar muita coisa”, analisou.
Para o segundo compromisso, a expectativa era diferente. “Hoje ficou melhor porque estou trabalhando aqui mesmo e consigo assistir. Se colocar o Endrick, é 5 a 1. Sem chance para o outro time”, apostou.
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