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Campo Grande, Terça-feira, 17 de Outubro de 2017

12/10/2017 07:05

No Dia das Crianças, maior presente é nunca crescer para não virar adulto

Eles falam com orgulho sobre a chance de ser simples e feliz todos os dias, sem nenhuma cobrança.

Thailla Torres
João Vitor, de 11 anos, já fala sobre profissão, mas quer o tempo passe devagar para viver o melhor da infância. (Foto: Marina Pacheco)João Vitor, de 11 anos, já fala sobre profissão, mas quer o tempo passe devagar para viver o melhor da infância. (Foto: Marina Pacheco)

Não havia polêmicas, preocupações ou preconceito. Se o melhor do dia era brincar com a imaginação, nem despertador atrapalhava a ingenuidade de um sonho. O Dia das Crianças lembra todo adulto sobre a saudade do tempo em que era possível ser simples e feliz sem nenhuma cobrança. Situações que a maturidade leva sem dó. Por isso, no feriado, o Lado B foi ao Parque das Nações Indígenas perguntar aos pequenos o que eles acham de crescer.

Albert não quer crescer e ficar parado. (Foto: Thailla Torres)Albert não quer crescer e ficar parado. (Foto: Thailla Torres)

A lição vem do Albert, de 11 anos, que parece entender bem o cansaço dos pais após um dia de trabalho. Ele, que ainda não pensa em ser adulto, explica o que é melhor em ser criança. "Porque eu posso brincar e não gosto de ficar parado", resume.

O pai Alberto Fernandes, de 37 anos, explica o relato do filho. "Os pais tem uma série de preocupações e na hora que a gente está em casa, tudo que quer é ficar parado, ma ele não gosta nada disso".

A folga na escola por conta da Semana do Saco Cheio é a prova que Albert sabe como aproveitar a infância. "Ele é tão agitado que ficou chateado porque não foi à escola. Então eu troxe ele para brincar um pouco no parque, porque precisa aproveitar esse tempo".

Nem é preciso terminar a pergunta para Luiza Schwarz, de 9 anos, dizer o que pensa, de um jeito sorridente. "Quero ser só criança. Poder brincar com meus amigos", afirma e completa o que acha mais chato na vida adulta. "Porque adulto trabalha", diz.

Há pouco tempo, Luiza veio do Rio Grande do Sul para Campo Grande com a família. Sente falta dos amigos e da rotina, mas continua desejando aproveitar a infância. "Ela reclamou que tem pouca criança para brincar. Isso mostra o quanto eles querem continuar nessa fase. E a gente tenta fazer de tudo para aproximar ela da infância e de outras crianças", diz a mãe, Dirce Schwrz, d 49 anos.

Luiza quer aproveitar os amigos. (Foto: Thailla Torres)Luiza quer aproveitar os amigos. (Foto: Thailla Torres)

Ainda assim, hoje em dia tem pai que presencia criança desperdiçando o tempo que tem, preocupada com coisas à frente do seu tempo. Foi pensando nisso que Cristiane Claro, resolveu levar os filhos e os sobrinhos para um piquenique no parque com direito a brincadeiras e a chance de deixar o celular em casa. "Foi uma semana de ansiedade e hoje quando acordaram, cada um ajudou a fazer o sanduíche e montar a cesta de frutas", conta.

Sem o celular cheio de joguinhos, Gustavo Maurício Claro, de 10 anos, disse que estava se adaptando. "Tô mais ou menos, mas daqui a pouco vou brincar", diz. Sobre crescer, nem a distância com o celular faz ele mudar de ideia. "Não quero, porque tem muita conta pra pagar", ri.

A tia, Cristiane, diz que assim como ele, as crianças percebem logo cedo os desafios da vida adulta. "Acho que toda criança hoje em dia já tirou da cabeça essa coisa de fazer 18 anos logo. Quanto menos problema, é muito melhor", diz.

Vendo a correria da família, João Vitor da Silva, de 11 anos, fala dos sonhos, mas pede que o tempo passe devagar. "Quero servir o quartel, mas não agora. Adulto não brinca, não joga viodeogame e nem futebol", reclama.

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Gustavo entende que adulto tem muita conta para pagar. (Foto: Marina Pacheco)Gustavo entende que adulto tem muita conta para pagar. (Foto: Marina Pacheco)



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