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Comportamento

Sonhando ser miss, sul-mato-grossense fica em 2º em concurso para "baixinhas"

Por Stephanie Romcy | 11/11/2013 06:50
Priscila Godoy representou Mato Grosso do Sul.
Priscila Godoy representou Mato Grosso do Sul.

Aos 26 anos, Priscila Godoy não tem altura de top, mas nem por isso deixou de tentar ser miss. Se inscreveu em um concurso que tem muito mais relação com a realidade da mulher brasileira, criado para jovens de até 1,68 metro: o Miss Petite Brasil. A nossa “baixinha” não levou o título, mas conquistou o 2º lugar no mês passado, em Curitiba (PR).

Com 48 quilos distribuídos em 1,62m, a estudante de Artes Cênicas na UEMS nunca havia participado de concurso de beleza. Exposição maior ela só experimentou como atriz em alguns comerciais e no curta-metragem “Do sul, Mato Grosso do Sul”, lançado este ano. “Cai de paraquedas. Nem imaginava participar de concurso deste tipo, mas foi muito gratificante”.

Entrar na competição não foi nada complicado. Ela fez um cadastro no site do concurso, mandou fotos e vídeos. Meses depois, entraram em contato dizendo que a jovem tinha perfil para a categoria. A seleção estadual foi realizada no próprio site do Miss Brasil. Para participar, além de ser bonita, a única exigência era ter até 1,68m.

Sonhando ser miss, sul-mato-grossense fica em 2º em concurso para "baixinhas"

A vencedora este ano veio do Rio Grande do Sul, uma loira, de 1,65 metro. Ela vai representar o Brasil no Miss Petite Universal, que em 2013 foi nas Bahamas e teve a brasileira Lívia Costa Rodrigues como a representante nacional.

“Fiquei em segundo, mas o concurso já me ajudou a abrir várias portas. Aumentaram os convites para desfiles, filmes e comerciais. Agora estou indo mais para a área de modelo”, conta.

Priscila disse que nunca sofreu preconceito pelo tamanho, mas ficava triste sempre que assistia aos desfiles por saber que não poderia participar. A Miss Brasil deste ano, por exemplo, Jakelyne de Oliveira, tem 1,76 metro.

“Toda mulher sonha em ser miss algum dia, então quando fiquei sabendo que iria fazer parte dessa categoria fiquei muito contente. É uma honra poder representar essa classe, que aqui no Brasil é a maioria”.

O Miss Petite Brasil não rejeita as participantes que fizeram cirurgia plástica. A Única restrição é que a ganhadora não pode se casar e ter filhos dentro de um ano. Nesse período, ela fica disponível para viagens, desfiles e até concursos internacionais, como qualquer miss.

Incentivo – A estudante lamenta a falta de incentivo e divulgação de concursos de beleza no Estado. “Eu espero poder ajudar e encorajar as mulheres que desejam participar, porque aqui no Mato Grosso do Sul não temos incentivo nenhum”.

Para aparecer ainda mais na profissão que escolheu, Priscila agora tem planos de morar no Rio de Janeiro. “Amo meu Estado, mas agora coisas maiores vão surgir e morar no Rio me aproxima dos grandes eventos e pode me ajudar na carreira de atriz também”.

A vencedora é gaúcha (ao centro).
A vencedora é gaúcha (ao centro).
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