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Comportamento

Com rotina de competições, estrutura é impecável em acampamento de laçadores

Por Mariana Lopes | 18/03/2012 14:11
Estruturas dignas de amenizarem a falta do próprio lar
Estruturas dignas de amenizarem a falta do próprio lar

A estrada já faz parte da rotina dos laçadores que saem Mato Grosso do Sul à fora em competições de Laço Comprido. E para ter um conforto mínimo, a maioria das equipes levanta acampamento com estruturas impecáveis, dignas de amenizarem a falta do próprio lar.

Em um espaço apropriado no Parque de Peão CLC, em Campo Grande, as equipes se dividem em lotes, onde elas podem armar as barracas, estacionar os trailers, cuidar dos animais e ainda arrumar as refeições.

No acampamento de Fernando Triches, laçador de Dourados, as acomodações não deixam a desejar. Com um trailer de apoio, no qual a equipe desfruta de cama de casal com ar condicionado, TV, banheiro, microondas, os integrantes podem ter um pouco mais de privacidade.

Para a namorada de um dos integrantes da equipe, que sempre o acompanha nas viagens, Poliana de Souza Jorge, 22 anos, se não fosse o trailer, ela não teria o mesmo ânimo para pegar a estrada com o amado. “Ah, ter que usar banheiro comunitário, não ter onde me arrumar, passar o dia inteiro sem um lugar bacana pra ficar, não sei se daria conta”, confessa.

E não são só os competidores que têm um espaço reservado, não. No trailer, os cavalos também possuem o cantinho deles, apropriado para aguentarem as viagens.

Mas Fernando explica que mesmo com toda a estrutura que carregam,em muitas ocasiões acabam dormindo em casa de amigos ou hotel. “Não tem como dormir no trailer, é muito pequeno, ele é mais pra gente descansar durante o dia”, conta, enquanto cuida a carne que assa na churrasqueira, que será para o almoço.

Fernando mostra como é a acomodação dentro do trailer
Fernando mostra como é a acomodação dentro do trailer

Menos luxo – Já na equipe Rancho do Triângulo, de Aquidauana, o esquema é mais simples. Nada de trailer. A estrutura lá é na base das barracas mesmo. Laerte José da Silva, 35 anos, laçador há 15, afirma que para sair em viagens não pode ter muitos caprichos.

Com a chuva da noite de ontem (17), ele teve que abandonar a barraca e correr para o carro, onde dormiu a noite toda. “Não tina outro jeito, a água molhou tudo”, conta.

Porém, a estrutura menor não impede da equipe usufruir de uma boa estadia. “Fazemos nossas refeições aqui mesmo e nos viramos bem”, afirma. Com sete pessoas viajando junto, Laerte diz que quando dá também levam namoradas, esposas, junto nas viagens.

O pequeno Arthur Ricardo Cunha Lopes, de 5 anos, o herdeiro do pai na paixão pelos cavalos
O pequeno Arthur Ricardo Cunha Lopes, de 5 anos, o herdeiro do pai na paixão pelos cavalos

Desde criança – Nos corredores dos acampamentos, o pequeno Arthur Ricardo Cunha Lopes, de 5 anos, sai a galopes com um cavalo e deixa muito marmanjão admirado. Ele é o único dos cinco filhos de Edson Ricardo de Souza Lopes, 54 anos, que herdou a paixão do pai pelos cavalos.

“Ele me acompanha pelas competições desde os 2 aninho, toma banho gelado até no frio, dorme na carroceria da caminhonete, não tem frescura”, conta, orgulhoso do caçula.

Os acessórios usados são adaptados para o tamanho de Arthur. Embora o cavalo seja para gente grande, o estribo e a sela são bem menores do que o de um adulto. “Não tenho medo nenhum”, diz o pequeno cavaleiro, um pouco antes de sumir entre os tantos outros cavalos no parque.

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