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Consumo

Famosa safra de uva volta a adoçar e dá para levar o quanto quiser

O local que já virou ponto turístico na cidade está de volta para quem quer comprar uva de um jeitinho diferente

Por Thailla Torres | 17/07/2020 06:21
Você pode colher assim: direto do pé. (Foto: Henrique Kawaminami)
Você pode colher assim: direto do pé. (Foto: Henrique Kawaminami)

A paisagem de infinitas parreiras repletas de uvas, a pouquíssimos quilômetros da área urbana da cidade, que ficou famosa nos últimos anos pela simpatia do dono com a uva docinha que ele jura ser uma das melhores por aqui, está de volta. A nova safra estará disponível a partir de terça-feira (21), na Estância Angélica, localizada na Três Barras.

A caixinha de uva é uma opção para quem quer consumir fruta fresca. Mas é o caminhar pela região, colher uva do pé ao estilo italiano, comer e tirar muitas fotos que virou atração na propriedade de Celso Cortada, 65 anos, dono que há 10 anos abandonou a pecuária pela agricultura.

Dono vende as frutas como as uvas mais doces da cidade. (Foto: Henrique Kawaminami)
Dono vende as frutas como as uvas mais doces da cidade. (Foto: Henrique Kawaminami)
Há opção de comprar as uvas verdinhas. (Foto: Silas Lima)
Há opção de comprar as uvas verdinhas. (Foto: Silas Lima)

A uva niagara costuma dar ali de agosto a novembro, mas esse ano começou um pouquinho mais cedo. Ano passado o movimento foi intenso e Celso recebeu muitas mensagens nas redes sociais com pedidos de quando seria a próxima venda. Logo que anunciou a data, a notícia passou a ‘pipocar’ em grupos de WhatsApp.

Diante do sucesso anterior e as dificuldades de um ano que tem enfrentado não só o coronavírus, mas um tempo que, segundo ele, “atrapalhou um pouquinho a produção”, esse ano não teve aumento. A caixa com 2 kg de uva segue custando R$ 20,00 e o pagamento é somente em dinheiro. “Lá não pega muito bem a internet e em tempos de covid-19 não posso deixar fila de cliente esperando para passar cartão”, reforça o dono.

A venda vai durar cerca de duas semanas, em seguida, o dono fará um intervalo de 15 dias e retornará com as vendas na propriedade. “A gente tem um cronograma a seguir, temos que repodar para que a brotação vá pra frente”, explica.

Daniel, um dos encarrecados da colheita. (Foto: Henrique Kawaminami)
Daniel, um dos encarrecados da colheita. (Foto: Henrique Kawaminami)
Caixa de 2 kg é vendida a R$ 20,00. (Foto: Henrique Kawaminami)
Caixa de 2 kg é vendida a R$ 20,00. (Foto: Henrique Kawaminami)

Apesar de anunciar que não vende por atacado, seu Celso diz que não há limite de compra. “Pode comprar até a parreira, o quanto quiser”, brinca.

Sobre o reconhecimento que a cada ano aumenta, ele diz orgulhoso. “Eu fico feliz, todo mundo que trabalha quer ter o seu trabalho reconhecido e nos últimos anos isso tem sido uma força para a gente continuar”.

Em reportagem anterior o dono explicou o segredo da doçura que, segundo ele, está em colher acima do ideal. “A gente já tem um nome conhecido na cidade, as pessoas vêm aqui às vezes e querem porque querem levar, mas não dá, não está doce ainda o bastante. E eles perguntam, mas como não tem, olha o tanto aí?”, reproduz Celso.

Quem quiser comprar a uva, as vendas serão na propriedade que fica na MS-040, quilômetro 5, estrada que vai para Santa Rita do Pardo. O horário de funcionamento é de terça a sexta, das 7h às 17h.

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As uvas estão à venda a partir de terça-feira (21) na propriedade que fica na MS-040, quilômetro 5. (Foto: Henrique Kawaminami)
As uvas estão à venda a partir de terça-feira (21) na propriedade que fica na MS-040, quilômetro 5. (Foto: Henrique Kawaminami)