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Consumo

Vestidos sem uso viram roupas novas com cara de alta coleção

Com uma pegada sustentável, marca promete não produzir resíduo textíl e provar que tudo pode virar roupa nova

Por Thailla Torres | 13/03/2021 07:41
Blusão e calça feita a partir de macacão (Foto: Matheus Arcanjo)
Blusão e calça feita a partir de macacão (Foto: Matheus Arcanjo)

Quem acompanha a campo-grandense Wity Prado nas redes sociais sabe que ela é maluca por moda e não faltam seguidores à procura de dicas diárias. Após três anos estudando e conciliando as horas de consultoria e os filhos, ela finalmente tirou do papel sua marca, 100% campo-grandense e numa pegada upcycle.

Com projeto desengavetado em plena pandemia, Wity lança na próxima semana sua plataforma de vendas, “Feito de Vestido”, com roupas produzidas a partir de peças em desuso que viraram uma coleção atemporal, para todos os corpos, sem gênero, ou seja, usa quem quiser, além de zero waste (conhecido como lixo zero).

Jaqueta meia estação (Foto: Matheus Arcanjo)
Jaqueta meia estação (Foto: Matheus Arcanjo)
Blusa extensiva (Foto: Matheus Arcanjo)
Blusa extensiva (Foto: Matheus Arcanjo)
Casaco "Chapeuzinho" toda forrada por dentro (Foto: Matheus Arcanjo)
Casaco "Chapeuzinho" toda forrada por dentro (Foto: Matheus Arcanjo)

Alguns modelos têm broches feitos pela própria estilista com sobras de confecção de bijuteria e sobras de couro de confecção de bolsas.

Até a embalagem de entrega tem pegada sustentável. “São caixas de sapato com um adesivo que informa que a caixa está sendo redirecionada para não ser descartada”, conta Wity.

Os pedaços menores de tecido viraram scrunchies, que a estilista chama de “xuxinha volumão”, e os que não deram para virar peça viraram enchimento de almofada com capas feitas de vestido. “Ou seja, não geramos resíduo têxtil”.

Wity apoia o “fashion revolution”, que é o movimento mundial de valorização da mão de obra sem exploração e transparência sobre quem produz as roupas.

Esquema 2 em 1, saia também é vestido "tomara que caia" (Foto: Matheus Arcanjo)
Esquema 2 em 1, saia também é vestido "tomara que caia" (Foto: Matheus Arcanjo)
Xuxinhas também feitas com tedidos das roupas. (Foto: Matheus Arcanjo)
Xuxinhas também feitas com tedidos das roupas. (Foto: Matheus Arcanjo)

A coleção já está disponível nas redes sociais, mas as vendas só iniciam no dia 15 de março, pelo e-commerce.

“É um mix de sensações, pois é um terreno novo pra mim dentro da moda: idealizar, criar e assinar uma coleção. Estou muito animada e tendo bons feedbacks de quem vem conhecendo a marca, o que me faz ficar ainda mais otimista com a aceitação das peças e do conceito”, diz.

Na visão da estilista, o trabalho deve refletir positivamente no movimento de atitudes mais conscientes. “Toda e qualquer atitude consciente por menor que pareça já faz muita diferença. A indústria fashion gera muito lixo em todo o seu processo de produção e consumo, diante deste cenário não tinha como fazer diferente”.

São aproximadamente 40 peças que entrarão (de novo) em circulação de uso, já que são reutilizados tecidos sintéticos que não são biodegradáveis.

Quem tiver interesse nas peças, basta seguir a marca @feitodevestido.

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