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Campo Grande, Sábado, 19 de Outubro de 2019

06/06/2019 07:40

"Quarta Kombinada" é feirinha com música ao vivo e sabor servido em Kombis

A feirinha ocorre uma vez por semana na Praça Flamboyant só com comerciantes que têm as Kombis como vitrines

Kimberly Teodoro
Com música ao vivo, praça ganha feirinha todas às quartas-feiras.Com música ao vivo, praça ganha feirinha todas às quartas-feiras.

A intenção é trazer vida à principal praça do Bairro Flamboyant, sempre às quartas-feiras, dia da semana em que o espaço público fica vazio após o anoitecer. Por ali, as tradicionais barraquinhas de lona foram substituídas por Kombis, que viram vitrines para produtos importados, churrasquinho, pastel, chopp artesanal e chimichurri, tudo isso com muita música ao vivo.

Em comum, a peculiaridade de quem prefere a “velha senhora” a qualquer outro carro. Jeferson de Oliveira, Roberto Portilho e Osni Viana se conheceram no Kombi Clube Mato Grosso do Sul e decidiram transformar o amor em comum na “Quarta-Feira Kombinada”. Deu tão certo que os organizadores já estudam levar a feirinha para outros bairros.

Osni Viana já é figura conhecida na região. Dono do antigo “Buteco do Osni”, ele conta que decidiu fechar as portas e investir na música. Além de Nadir, namorada do músico há 14 anos, a Kombi Luara, nome que é homenagem à neta, também é companheira do casal servindo de meio de transporte e casa durante as aventuras na estrada.

A ideia é fazer do espaço uma opção de lazer para as famílias durante a semana.A ideia é fazer do espaço uma opção de lazer para as famílias durante a semana.

“Eu faço parte da parte cultural da associação do bairro, mas os eventos deles são aos finais de semana, quando eu estou tocando fora. Quarta-feira para quem não gosta de futebol é um dia perdido. Então, arrumamos um jeito de ganhar dinheiro nesse dia que seria perdido. Hoje eu não estou ganhando nada, mas a intenção é fazer virar, reunir o pessoal, trazer as famílias para passear, comer alguma coisa e ouvir boa música, uma coisa bem de rua mesmo onde todo mundo pode ter acesso à cultura”, explica Osni.

Com o tempo, a organização pretende instalar banheiros químicos no local, por uma questão de saúde pública e também convidar outros artistas locais para que o espaço vire vitrine.

Quando questionado sobre o amor pela Kombi, Osni conta que é um sentimento que surgiu da necessidade. “A Kombi teve um preço acessível, entrou no negócio quando eu me desfiz do comércio e eu acho que eu tenho mais aqui, porque ela está me servindo de casa, a minha intenção agora aposentado é ir para a praia. Ela tem um banco cama para dormir, porque o caro de uma viagem por aí é o hotel. Esse amor eu acho que é pela “velha senhora”, o apelido das Kombis. Ela não é carro de corrida, é para a gente passear mesmo, 70/80 por hora e apreciar a paisagem. Ela leva a gente onde os outros carros também levam, só um pouco mais devagar”.

O chimichurri sai por R$ 8.O chimichurri sai por R$ 8.
Também é possível encontrar chop artesanal por R$ 6 o copo pequeno e R$ 10 o copo grande.Também é possível encontrar chop artesanal por R$ 6 o copo pequeno e R$ 10 o copo grande.

Além do comerciante aposentado e responsável por levar música ao evento, Jeferson também é um dos idealizadores e conta já ter a kombi há 5 anos, apenas para o lazer da família. mas há 3 meses resolveu fazer dela vitrine para os produtos importados que costumava vender apenas na internet. Também é ele quem assa o espetinho, com opções que vão do tradicional de carne, coração, tulipinha e para a semana que vem promete também o kafta, por R$ 5 cada.

Também fixos na feirinha, estão os donos da Kombi Ana, que já passou aqui pelo Lad B, Rosângela Marques e Roberto Portilho levam 7 tipos de chopp: Pilsen, Weiss, vinho, trigo, escuro, IPA (India Pale Ale) e o Lager, que o casal reveza nas quatro bicas e vendidos em dois tamanhos, o 300ml custa R$ 6 e o de 600 sai por R$ 10.

Retomando as atividades no Food Truck, os sócios Rômulo da Luz Silva e Samir Tanos participaram pela primeira vez na feira, levando o prato argentino chimichurri, por R$ 8. Samir conta que investiu na Kombi há dois anos, mas acabou deixando o negócio de lado durante o tempo, até que a amizade antiga virou oportunidade de negócios e o grande retorno veio com a sugestão da esposa de Rômulo, após ver a divulgação do evento em grupos de whastapp.

A administradora Gabriela Ferreira ouviu falar da feira por uma vizinha e resolveu enfrentar o frio para conhecer o chopp. "Estou casando agora e vim conhecer para fechar para o chá bar. Estou aproveitando o gancho e valeu a pena enfrentar o friozinho" diz. Para ela, é alternativa de lazer perto de casa durante a semana, coisa rara atualmente.

Até agora são seis feirantes fixos, mas ainda há espaço para quem quiser participar, basta ter uma Kombi e entrar em contato um dos organizadores pelas respectivas páginas no facebook. A Quarta-feira Kombinada acontece, como o próprio nome sugere, todas as quartas-feiras das 18h às 22h na Praça Flamboyant na Avenida Ministro João Azevedo.

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