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Campo Grande, Sexta-feira, 22 de Março de 2019

08/03/2019 08:13

Blocos atribuem vandalismo na Orla à falta de opções para foliões

No documento, blocos também repudiam atos de vandalismo e destacam que os problemas não aconteceram dentro da Esplanada.

Thailla Torres
Área da Mato Grosso com Calógeras tomada por foliões. (Foto: Guarda Civil Municipal)Área da Mato Grosso com Calógeras tomada por foliões. (Foto: Guarda Civil Municipal)

Após a repercussão sobre atos de vandalismo e superlotação nas proximidades da Esplanada Ferroviária, onde foi realizado o Carnaval de rua em Campo Grande, blocos independentes divulgaram nota em conjunto que analisa os reflexos negativos da falta de alternativas para os foliões depois de cancelar o evento da Interlagos e com a recomendação do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) para acabar com a festa pontualmente às 22h, .

No documento, a primeira avaliação é que os blocos, mesmo sem receber verba pública, realizaram uma saga para cumprir todos os requisitos burocráticos exigidos pelo Poder Público.

Para os organizadores, o argumento de que o vandalismo ocorrido nos últimos dias na região da Esplanada, especificamente, na Avenida Mato Grosso com Calógeras, são reflexos do Carnaval realizado pelos blocos não é lógico. “Nós, da organização dos blocos, realizamos ações em defesa do Patrimônio Histórico, que foram televisionadas, em conjunto com o Iphan”.

Em nota, os organizadores dos principais blocos, Capivara Blasé e Cordão Valu, destacam que mais de 170 mil pessoas passaram pelo Carnaval em 4 dias de festas e que a quantidade de ocorrências médicas foi de uma para cada seis mil pessoas, segundo dados da Cruz Vermelha Brasileira. “Demonstrando que não houve incidentes mais graves, quando consideramos o universo de pessoas envolvidas neste tipo de evento popular”.

Os blocos afirmam, o que também foi mostrado pelo Lado B na última quarta-feira, que a estrutura com banheiros químicos e lixeiras fornecidas pela administração pública não foi suficiente para a quantidade de pessoas. “E isto é reflexo do cancelamento do Carnaval da Avenida Interlagos e em diversos municípios do interior, fato que fez transbordar o número de foliões e folionas na Esplanada Ferroviária”.

Apesar dos impasses, os blocos garantem continuar a festança, mas buscam diálogo e ações para reduzir os problemas observados neste ano. E isso, conforme os organizadores, é possível com planejamento onde a sociedade e o poder público participem. “Citamos assim, a necessidade de realização de Audiências Públicas para a elaboração de um marco regulatório, com amplo diálogo social, para a realização do Carnaval de Rua de Campo Grande, a fim de que os foliões e folionas possam desfrutar, ainda mais, de um Carnaval verdadeiramente popular, em liberdade e com segurança”.

Ao Lado B, Angela Montealvão, diretora do Bloco Capivara Blasé, explicou que o caos na esquina da Mato Grosso com Calógeras, no domingo, se deu pela ocupação desorganizada, sem respaldo do poder público ou dos blocos. “Como todos sabem, o Carnaval Popular foi cancelado de última hora, deixando por mais um ano, os Blocos Independentes com toda a responsabilidade da folia. Durante os blocos, não houve brigas e a dispersão da Guarda Municipal foi bem incisiva e retirou das ruas no horário estipulado pelo Ministério Público todos os foliões”, cita.

“Infelizmente, não foi que vimos na área extrablocos, ou seja, na Calógeras depois da Mato Grosso, Orla Ferroviária e calçada do Hotel Gaspar. Ali, com caixas de som sem nenhum alvará, com ambulantes extra do cadastro realizado, valia de tudo. Esperaram o caos pela ocupação sem organização para qualquer interferência”, acrescenta.

Ela também menciona que os blocos não foram atendidos nesses pedidos. “Apelamos as autoridades sobre a necessidade de impedirem a entrada de carros de som que tanto incomodam os vizinhos e que não cumprem nem com alvarás, nem com horários. Não fomos ouvidos. Às 19h do domingo a nossa rua já estava tomada. Parece que a fiscalização e regras só servem para os blocos que buscam cumprir as exigências”, lamenta.

Sobre ter ou não ter Enterro dos Ossos, Angela é enfática. “Já adianto, não será assinatura de Prefeito que impedirá 35 mil pessoas na rua”.



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