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Diversão

Casal abriu bar de brasilidades em 9 dias e fez galpão ganhar vida na 14

Ideia começou após vender bebidas no Carnaval e fazer obra, pintura e ajustes em tempo recorde

Por Natália Olliver | 21/04/2026 07:44
Casal abriu bar de brasilidades em 9 dias e fez galpão ganhar vida na 14
Denise Costalonga e o marido, Daniel Costalonga abriram bar em 9 dias (Foto: Karine Stefanini)

Nove dias. Foi esse o tempo que demorou para um galpão antigo vazio virar um bar. Denise Costalonga, de 45 anos, e o marido, Daniel Costalonga, resolveram apostar tudo em um novo negócio na Rua 14 de Julho. A ideia era levar brasilidade e alegria a um ponto longe da muvuca do corredor de bares, mas que ainda estivesse em uma região central. O lugar abriu as portas há 12 dias. Um dos destaques do lugar é, além da música, o piso datado da década de 1990.

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O casal Denise e Daniel Costalonga abriu o bar Balaio, na Rua 14 de Julho, em Campo Grande, em apenas nove dias. O espaço, instalado em um antigo galpão de embalagens, aposta em brasilidade com música brasileira, decoração afetiva e drinks a partir de R$ 10. A ideia surgiu após ajudarem a filha a vender bebidas no Carnaval. O bar funciona de segunda a domingo, das 17h à meia-noite.

O ambiente mistura referências de brasilidade com um toque afetivo. Tem lambe-lambe nas paredes, mesa de bar boêmio na rua, cachorrinhos caramelos espalhados e mesas de sinuca para compor o ambiente.

Casal abriu bar de brasilidades em 9 dias e fez galpão ganhar vida na 14
Casal abriu bar de brasilidades em 9 dias e fez galpão ganhar vida na 14
Antes e depois do bar na Rua 14 de julho próximo a Feira Central (Foto: Karine Stefanini e Google)

“Foi tudo muito corrido, mas a gente queria abrir logo”, lembra Denise. Resolveram documentação, pegaram a chave e encararam o espaço cru, que antes funcionava como uma antiga casa de embalagens na cidade. De lá para cá, foi obra na veia: ajustes elétricos, organização de estoque, adaptação da cozinha, que ainda está em obras, e pintura da fachada. Essa parte o casal teve que meter a mão na massa, ou melhor, na tinta.

A ideia do bar não surgiu do nada para Denise. Desde o ano passado, ela já vinha desenhando o projeto, quando a filha do casal, estudante da USP (Universidade de São Paulo), pediu ajuda para vender bebidas no Carnaval e levantar dinheiro para um intercâmbio no Canadá. O que começou como apoio virou descoberta.

Entre um evento e outro, festas e até o Festival de Bonito, Denise e Daniel perceberam que havia algo maior ali. “A gente sempre quis montar um bar bem brasileiro”, diz ela. A ideia amadureceu até ganhar endereço.

Casal abriu bar de brasilidades em 9 dias e fez galpão ganhar vida na 14
Casal abriu bar de brasilidades em 9 dias e fez galpão ganhar vida na 14
Denise e Daniel meteram a mão na tinta para poder terminar o bar e Arquivo pessoal)

O ponto escolhido não foi por acaso. Na Rua 14, conhecida pela concentração de bares, eles optaram por um trecho mais tranquilo, quase como um respiro no meio do movimento. A proposta era clara: criar um lugar de permanência. Um espaço onde as pessoas sentam, conversam e ficam. “Vimos o imóvel e mandamos a documentação, em uma semana estávamos com a chave nas mãos, um galpão vazio e um sonho.”

Ela conta que, desde o primeiro dia, a resposta do público surpreendeu. “O retorno tem sido muito positivo, principalmente pela música e pelo ambiente mais leve.” No Balaio, o som é regra: só música brasileira. Samba, pagode e MPB (Música Popular Brasileira) conduzem a experiência.

Casal abriu bar de brasilidades em 9 dias e fez galpão ganhar vida na 14
Casal abriu bar de brasilidades em 9 dias e fez galpão ganhar vida na 14
Piso de 1990 e fregueses do bar jogando sinuca (Foto: Karine Stefanini)

O cardápio acompanha essa ideia de simplicidade. Tem litrão entre R$ 15 e R$ 20, long neck a partir de R$ 10, drinks como batidinha de morango com maracujá e caipirinha de limão na faixa dos R$ 20, além de copões, doses e combos. Por enquanto, os petiscos são básicos, como tábua de frios e amendoim, mas isso deve mudar em breve.

A cozinha ainda passa por ajustes, mas a promessa já está no papel. O objetivo é que, em um ou dois meses, entrem em cena clássicos de boteco como torresmo, mandioca frita, frango e polenta.

Denise veio de São Paulo depois que a transportadora da família quebrou na pandemia. Em Campo Grande, onde a família do marido já tinha raízes, decidiu recomeçar. E recomeçou rápido. À frente do negócio são apenas os dois, com alguns funcionários que auxiliam e as filhas que de vez em quando aparecem.

O bar fica na Rua 14 de Julho, 2983 e funciona de segunda a domingo, das 17h às 00h.

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