De 2 a 6 mil peças, casal transforma quebra-cabeça em paixão de família
Lazer começou na espera pelo primeiro filho, rendeu montagens e agora ganhou um novo fã dentro de casa
Antes de ocupar paredes, mesas e horas inteiras da rotina, os quebra-cabeças chegaram à casa de Marco André Santos, de 31 anos, e Janaína Rodrigues, também de 31. O casal passava pelo período de expectativa para ter o primeiro filho quando Janaína voltou de uma ida ao shopping com uma caixa de 2 mil peças. A compra despretensiosa acabou abrindo espaço para um passatempo que já dura mais de cinco anos.
RESUMO
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Morador de 31 anos iniciou o hobby de montar quebra-cabeças há cinco anos quando a esposa trouxe uma caixa de 2 mil peças do shopping. Desde então, o casal concluiu 21 modelos, alguns com até 6 mil peças, investindo entre R$ 3 mil e R$ 4 mil. O passatempo ganhou as redes sociais com o perfil @puzzle.ms, mas foi pausado após mudança para casa menor. O filho de 5 anos herdou o gosto pelo hobby e já monta sozinho.
Marco nunca tinha o hábito de montar quebra-cabeças e, diante das 2 mil peças espalhadas pela primeira vez, chegou a duvidar que os dois fossem terminar. Depois vieram caixas maiores, desafios mais demorados e madrugadas procurando encaixes quase idênticos. Hoje, ele contabiliza 21 modelos concluídos, alguns com 5 mil e outros chegando a 6 mil peças.
Marco estima ter investido entre R$ 3 mil e R$ 4 mil nos 21 quebra-cabeças montados, com boa parte das caixas custando perto de R$ 200 e algumas chegando à faixa dos R$ 300. Entre os trabalhos guardados está um quebra-cabeça de 5 mil peças que ele emoldurou e colocou no quarto do filho, resultado justamente daquele período em que Marco e Janaína ainda planejavam aumentar a família, peça que demorou 45 dias para ficar pronta.
"Eu comecei a pegar quebra-cabeças maiores e tive que aumentar a mesa e o espaço também. Nunca montei para depois desmontar. Alguns eu emoldurei. Tenho um bem grande no quarto do meu filho. Durante a gestação, eu ficava montando à noite e de madrugada. Depois que ele nasceu, ainda continuei por um tempo. Hoje, todos continuam comigo. Alguns menores também foram emoldurados", conta Marco.
A paixão pelas peças também saiu da mesa e ganhou espaço nas redes sociais. No perfil @puzzle.ms, Marco e Janaína passaram a compartilhar os quebra-cabeças montados, registros do processo e frases bem-humoradas que surgiam durante as longas sessões de montagem.

O conteúdo aproximou o casal de outros apaixonados pelo hobby e transformou situações comuns entre quem passa horas procurando a peça certa em publicações no Instagram.
“A gente movimentou bastante o Instagram, mas era puro hobby. Eu fazia várias frases legais, colocava nas postagens, tirava fotos dos quebra-cabeças e adorava fazer aquilo. O pessoal que também gostava de quebra-cabeça acompanhava e se identificava. Eu adorava fazer isso e ainda gosto".
Peças no caminho - A mudança para uma casa menor acabou interrompendo não só as montagens, mas também a movimentação do perfil nas redes sociais. Como os quebra-cabeças maiores precisam permanecer abertos por semanas até ficarem prontos, o casal deixou de ter uma mesa com espaço suficiente e acabou guardando as caixas e os trabalhos já concluídos.

“Tem quebra-cabeça que demora mais de um mês, dependendo do tamanho. Então ele precisa ficar montado numa mesa grande, com espaço e boa luz. Quando a gente se mudou para uma casa menor, acabou guardando tudo e parando de montar. Infelizmente, com isso, a gente também teve que dar uma pausa no Instagram”.
Com o hobby do casal em pausa, os quebra-cabeças ganharam um novo montador dentro de casa. O filho de Marco, hoje com quase 5 anos, começou com modelos menores e rapidamente mostrou interesse pelas peças. Diferentemente do pai, que prefere montar e preservar cada trabalho pronto, o menino desmonta tudo assim que termina e recomeça quantas vezes quiser.
“Meu filho está com quase 5 anos e a gente resolveu comprar um pequenininho para ver se ele gostava. Se esse dom passa de geração, ele herdou, porque monta muito rápido e adora. Já comprei vários. Diferente de mim, ele termina, desmonta e logo começa tudo de novo. Parece mesmo que passei isso para ele".

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