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Campo Grande, Terça-feira, 22 de Outubro de 2019

16/01/2018 06:25

Bailarina continua firme dançando hip hop mesmo no 7º mês de gravidez

Thaís começou a dançar aos 8 anos de idade e não abriu mão do ritmo na gestação, mas precisou de cuidado extra para fazer o que gosta

Thailla Torres
Uma das últimas coreografias feitas por Thais no fim de semana. (Foto: Aulão EXP de Férias/ Reginaldo Borges)Uma das últimas coreografias feitas por Thais no fim de semana. (Foto: Aulão EXP de Férias/ Reginaldo Borges)

No Instagram, a bailarina campo-grandense Thais Espíndola, de 22 anos, tem chamado atenção pela dança, exibindo à vontade a barriga quase no fim da gravidez, aos 7 meses. Ela só parou de dançar neste último fim de semana, depois de um aulão de ritmos com a direito abertura durante a performance. Agora, por segurança, ela vai descansar à espera das boas-vindas a sua primeira filha, Lara.

Mas desde que a barriguinha começou a aparecer, não faltou gente parabenizando e, ao mesmo tempo, questionando Thais sobre como é possível dançar com tanta intensidade sem colocar em risco o bebê que ainda está na barriga.

A bailarina faz questão de esclarecer que sua rotina é um exemplo para todas as mulheres, levando em conta a importância de condicionamento físico e acompanhamento profissional para qualquer tipo de atividade.

Mãe avisa que Lara vai nascer trabalhada na dança. (Foto: Reginaldo Borges)Mãe avisa que "Lara vai nascer trabalhada na dança". (Foto: Reginaldo Borges)

"Eu nunca fui uma pessoa sedentária, me exercito desde a infância, por isso tenho experiência com os movimentos e os limites do meu corpo. Mas antes de me jogar na dança grávida eu tive um acompanhamento médico e uma série de restrições para dançar", explica.

Ela conta que o envolvimento com a dança começou aos 8 anos de idade e há 5 ela vem se dedicando profissionalmente como professora e bailarina de uma cantora pop de Campo Grande. Quando emplacou em cima dos palcos com as coreografias, em 2017, Thais também ficou sabendo gravidez, mas só na 6ª semana de gestação.

"Foi um susto, porque eu estava fazendo vários shows por mês e pensei: e agora?", lembra. "Logo fui ao médico e ele me pediu repouso total no três primeiros meses. Eu não podia fazer nada que elevasse meus batimentos cardíacos a 120 bpm e nem atividades de impacto".

Thais seguiu todas as orientações até que fosse liberada para se exercitar novamente com a dança. Dessa vez, com ritmos menos intensos, longe do impacto e do salto alto.

Um dos ritmos que a bailarina também se dedica é ao "stiletto dance", que mistura hip hop e jazz, movimentos com as mãos, pés, ombros e quadris, jogadas com o cabelo, além de olhares marcantes, tudo sobre um salto alto.

"É claro que pra isso uso um salto pequeno, não pulo, não faço nada que tenha impacto. Outro ponto importante é a hidratação, tomo água a todo momento e trabalho a respiração para poder oxigenar melhor o corpo. Porque quando não se está grávida, a correria é tanta, que a gente só lembra de beber água quando dá tempo".

Segundo Thais, com todos os cuidados, cada passo na dança trouxe uma transformação durante a gravidez. "Começando pela autoestima. Porque com o tempo você vai vendo a barriguinha crescer e as roupas não vão mais servindo, mas a dança fez com que eu me sentisse leve e à vontade com o ganho do peso, mesmo sendo só 2,5 kg. Mas quando vou para a sala de dança e mostro meu barrigão à vontade, me sinto super bem e bonita. E Lara vai nascer toda trabalhada na dança".

Confira o vídeo de Thais dançando:

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