Menina torturada em Rio Verde de MT foi "trocada" por R$ 50
Polícia prendeu mulher em flagrante na tarde de ontem (5); criança relatou abusos ao Conselho Tutelar
A menina de 4 anos, resgatada na tarde desta quinta-feira (5) em Rio Verde de Mato Grosso, teria sido “trocada” por R$ 50. A mãe, de 30 anos, prestou depoimento e admitiu ter recebido o valor como “ajuda” para deixar que a filha fosse levada por uma mulher que acabou presa por tortura. Desde que a menina saiu de casa, há um ano, a mãe teria falado com a criança apenas uma vez, por videochamada.
RESUMO
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Uma menina de 4 anos, resgatada em Rio Verde de Mato Grosso, foi vítima de tortura após ser "trocada" por R$ 50. A mãe da criança admitiu ter recebido o valor como "ajuda" para permitir que a filha fosse levada por uma mulher, que acabou presa. A menina apresentava hematomas, cortes e inchaços, indicando violência continuada. Durante o interrogatório, a mãe negou qualquer acordo financeiro, mas confirmou ter recebido os R$ 50. A suspeita, de 51 anos, afirmou que assumiu os cuidados da criança devido a problemas familiares envolvendo os pais, usuários de drogas. A menina foi encaminhada ao hospital, onde foram identificadas lesões de diferentes períodos. A polícia investiga a possibilidade de outros tipos de violência. A mãe também relatou que outra filha, de 7 anos, foi entregue à irmã da suspeita, mas negou conhecimento sobre maus-tratos.
À polícia, a mãe disse que recebe cerca de R$ 1500 por mês para cozinhar em uma fazenda da região. Relatou que mora em Pedro Gomes, a cerca de 100 quilômetros de Rio Verde de Mato Grosso, com apenas 1 das 3 filhas que teve, diagnosticada com autismo. Segundo ela, outra criança, de 7 anos, também foi entregue à irmã da mulher presa ontem.
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Em depoimento, a mãe contou que, durante as férias de 2025, a irmã da mulher presa foi até Pedro Gomes e pediu para levar a menina de 7 anos para passar o período em Rio Verde de Mato Grosso. Ela autorizou e, no início do ano letivo, a mulher pegou a menina de 4 anos.
Ainda segundo a mãe, ela só tomou conhecimento das agressões sofridas pela filha por meio das reportagens veiculadas sobre o caso. A cozinheira afirmou que não tinha a intenção de entregar as filhas à irmã da presa. Disse, no entanto, que iniciou um processo de transferência de guarda, mas não deu continuidade. Posteriormente, conforme relatou, a suspeita teria ingressado com um pedido de adoção sem o conhecimento dela.
Durante o interrogatório, a mãe foi questionada se houve algum acordo financeiro para a entrega das meninas. Ela negou. “A proposta foi apresentada como ajuda, sem qualquer pagamento. Só houve uma vez em que pedi R$ 50, e ela enviou”, afirmou. Ainda de acordo com a mãe, nenhuma das filhas relatou ter sido maltratada ou abusada enquanto esteve sob os cuidados das irmãs.
A doméstica, de 60 anos, irmã da presa, também foi ouvida pela polícia. Ela relatou que via a criança com ferimentos com frequência. Em uma das ocasiões, a menina estava com o rosto inchado e a suspeita teria alegado que ela havia caído no banheiro. Questionada, a mulher negou estar maltratando a criança.
Ela relatou que era amiga da mãe biológica das crianças e que, ao perceber a situação de vulnerabilidade das meninas, se dispôs a cuidar delas. Quando a irmã, que acabou presa, conheceu a menina de 4 anos, pediu para ficar com a criança, alegando que ela “estava triste” e que isso a ajudaria. Diante do pedido, a doméstica entregou a menina para que a suspeita cuidasse dela e permaneceu com a criança de 7 anos, que está em processo de adoção.
Caso - Uma mulher, de 51 anos, foi presa em flagrante na quinta-feira (5), em Rio Verde de Mato Grosso, suspeita de torturar uma criança de 4 anos. O caso veio à tona após denúncia recebida pelo Conselho Tutelar, informando que a menina apresentava diversos ferimentos.
As conselheiras constataram que a criança tinha diversos hematomas. Questionada, a criança apontou que os ferimentos teriam sido causados pela "mamãe", que enforcava, batia com chicote e beliscava as partes íntimas da menina.
Durante avaliação médica, foram identificadas lesões que aparentam ser de doença sexualmente transmissível. A suspeita afirmou que assumiu os cuidados da criança devido a problemas familiares envolvendo os pais, que seriam usuários de drogas.
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