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Dayse sentiu na pele e hoje ajuda pais a fazer filhos dormirem

Pedagoga ensina que sono do bebê não é sorte, mas construção

Por Thailla Torres | 08/04/2026 06:20
Dayse sentiu na pele e hoje ajuda pais a fazer filhos dormirem
Muitas famílias acabam sem saber por onde começar, por isso, Dayse resolveu se tornar uma especialista no assunto. (Foto: Sarah Garcia)

Dormir pode parecer algo natural mas para muitos bebês e principalmente para seus pais essa é uma das maiores dificuldades dos primeiros meses de vida. No meio de noites mal dormidas, cansaço acumulado e uma avalanche de dicas diferentes, muitas famílias acabam sem saber por onde começar.

É nesse cenário que entra o trabalho de especialistas em sono infantil, como a pedagoga Dayse Pissurno, que acompanha famílias em busca de uma rotina mais organizada e noites mais tranquilas. Segundo ela, não existe uma “idade certa” para começar a cuidar do sono do bebê.

“Desde os primeiros dias já é possível estimular o ritmo biológico, com luz natural durante o dia, ambiente mais tranquilo à noite e diferenciação entre claro e escuro. A rotina mais estruturada vem depois, conforme o bebê cresce”, explica.

Um dos principais problemas, segundo Dayse, é o excesso de informações desencontradas. Conselhos de amigos, familiares e conteúdos soltos na internet acabam levando muitos pais a testar estratégias diferentes o tempo todo, o que pode piorar ainda mais a situação.

“O sono precisa de previsibilidade. Quando cada dia acontece de um jeito, o bebê não consegue se organizar”, diz.

Outra dúvida comum é sobre dormir a noite inteira. A expectativa, embora desejada, nem sempre é realista no início. Nos primeiros meses, os despertares são normais e fazem parte do desenvolvimento.

“A partir dos 4 a 6 meses, alguns bebês já conseguem períodos maiores de sono, mas isso varia muito. Dormir à noite toda é um processo, não um marco fixo”, afirma.

Dayse sentiu na pele e hoje ajuda pais a fazer filhos dormirem
Pedagoga Dayse Pissurno, que acompanha famílias em busca de uma rotina mais organizada e noites mais tranquilas (Foto: Sarah Garcia)

Na prática, o acompanhamento feito por especialistas não segue uma fórmula única. Cada bebê tem um ritmo, e cada família uma rotina diferente. Por isso, o trabalho começa com uma escuta detalhada da realidade daquela casa.

“Eu entendo desde a gestação até o momento atual: como é a rotina, alimentação, como essa mãe está emocionalmente. A partir disso, construímos um plano que faça sentido para aquela família”, explica.

O objetivo não é apenas fazer o bebê dormir, mas trazer mais previsibilidade e segurança para o dia a dia. E isso impacta diretamente na saúde emocional dos pais.

A privação de sono, segundo a especialista, pode afetar humor, memória, paciência e até a relação com o próprio filho. “Vejo muitas mães exaustas, se sentindo culpadas e sozinhas. Quando o sono melhora, muda tudo dentro de casa”, relata.

Um dos maiores receios das famílias é a ideia de que ensinar o bebê a dormir envolve deixá-lo chorando. Dayse reforça que existem caminhos mais respeitosos.

“Ensinar a dormir não é abandonar. O bebê precisa de apoio, acolhimento e segurança. A mãe também precisa se sentir segura para conduzir esse processo”, afirma.

Ela também chama atenção para um mito muito comum: o de que basta esperar o tempo passar.

“Muita gente acredita que o bebê dorme mal mesmo e que isso vai melhorar sozinho. O amadurecimento ajuda, sim, mas o bebê também precisa ser ensinado, com orientação adequada”, diz.

Na experiência dela, todos os casos têm algum tipo de melhora, seja na rotina, na forma de adormecer ou na redução dos despertares. O ponto de atenção é saber a hora de buscar ajuda.

Quando o cansaço vira exaustão constante, quando nada parece funcionar ou quando o sono começa a afetar o desenvolvimento e o bem-estar da família, esse pode ser o sinal de que é hora de procurar orientação, para que esse processo seja mais leve.

Quem quiser falar com Dayse, o contato é pelo Instagram.

Dayse sentiu na pele e hoje ajuda pais a fazer filhos dormirem
Dayse destaca que esse processo de fazer o bebê dormir pode ser mais leve. (Foto: Sarah Garcia)