Nem café resolve a falta de ânimo? Talvez não seja só rotina maluca
Antes de culpar a rotina olhe para o prato; se seu ânimo vive em queda hábitos alimentares podem explicar
Quem nunca sentiu que nem o café é suficiente para dar conta da vida? O que poucos pensam é que a falta de energia, desânimo constante e aquela sensação de que o dia não rende não surgem do nada. Na maioria das vezes, o problema está longe de ser apenas “cansaço da rotina”. Hoje o Lado B vai te mostrar alguns erros alimentares que estão sugando a sua energia sem você perceber.
RESUMO
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Erros alimentares comuns podem ser a causa da falta de energia e do desânimo constante. Segundo a nutricionista Joyce Lucas, o consumo de carboidratos refinados gera picos e quedas de energia, enquanto proteínas, gorduras boas e carboidratos complexos garantem disposição duradoura. Deficiências de vitaminas do complexo B, vitamina D, ferro e até a falta de hidratação também prejudicam o organismo. A solução está no equilíbrio alimentar e em exames regulares.
Antes de culpar o dia a dia, olhe para o prato. A alimentação tem um peso decisivo nisso, mas não da forma simplista que muita gente imagina. A nutricionista Joyce Lucas é categórica: Não existe milagre ou solução rápida quando o assunto são alimentos naturais capazes de devolver o ânimo de uma hora para outra.
“Como tudo na nutrição, não existe um alimento específico que vai ajudar nessa questão de energia e disposição, mas sim um conjunto de coisas”.
Ela pontua que um dos erros mais comuns está no consumo frequente de carboidratos refinados. Pão branco, arroz branco e massas até dão energia, mas de forma instável. “A gente acaba tendo um pico muito grande de energia e depois esse pico ele cai”, explica. É o típico ciclo de animação rápida seguido por um cansaço ainda maior.
A alternativa mais eficiente é o consumo de carboidratos complexos, que liberam energia de forma gradual. “Eles ajudam nesse processo de termos uma energia mais duradoura.” Alimentos como aveia, batata-doce, banana e versões integrais entram nesse grupo. Não é novidade, mas segue sendo ignorado por boa parte das pessoas.
Só que não adianta trocar o tipo de carboidrato e continuar montando refeições desequilibradas. A presença de proteínas e gorduras boas faz diferença real. “Consumindo proteína ao longo das refeições, a gente consegue fazer com que o esvaziamento gástrico seja mais lento”, diz Joyce.
Isso significa energia sendo liberada aos poucos, sem picos e quedas bruscas. Em termos práticos, o corpo funciona melhor quando recebe combustível de forma constante, não em explosões seguidas de vazio.
Outro ponto que costuma passar despercebido é a deficiência de micronutrientes. E aqui entra um detalhe que muita gente subestima. “As vitaminas do complexo B estão diretamente ligadas com a questão energética do nosso corpo”, B1, B6 e B12 participam da produção de energia e, quando estão em falta, o corpo simplesmente não responde bem.
"Muita gente acha que só vegano ou vegetariano tem deficiência de B12, mas onívoros também podem ter”, alerta. Ou seja, confiar em achismo nesse ponto é um erro básico. Sem exame de sangue, não dá para saber. A vitamina D também entra nessa equação e costuma ser negligenciada. “A pessoa pode estar cansada, fadigada, meio para baixo, e isso pode ser deficiência dessa vitamina.
Nessa questão não tem muito atalho. Alimentação ajuda. mas a principal fonte continua sendo a exposição solar. Já o ferro baixo também pode provocar cansaço persistente e queda de rendimento. É outro caso em que muita gente prefere ignorar o problema em vez de investigar.
E antes de procurar soluções complexas, Joyce aponta algo básico que muita gente falha em fazer. “Hidratação também é super importante. Às vezes só precisa beber um pouquinho mais de água”, afirma. Parece óbvio, mas não é levado a sério. A soma de pequenos erros cotidianos costuma ser mais determinante do que qualquer grande fator isolado.
Dica simples para ter energia na rotina
Uma opção prática que não falha é o sanduíche. Não tem erro; aqui dá para usar uma fonte de carboidrato complexo como pão integral. "Outra opção é uma aveioca, que é uma panquequinha, tipo uma panquequinha de aveia, que dá pra fazer só com aveia, água e temperinhos, tanto doce quanto salgada".
Depois é importante colocar sempre uma fonte de proteína, para ajudar na questão de saciedade e manter essa energia mais prolongada. "Então pode ser um frango, pode ser um homus, pastinha de feijão branco, pode ser, deixa eu pensar, uma proteína de soja, um tofu. São fontes de proteína interessantes".
Joyce ainda acrescenta um molho pesto para ajuda na questão do complexo B. "E aí falando também do folha verde escuro, entrar com um espinafre ou uma rúcula, um agrião, que são verdes escuros e tem essa questão do complexo B".
Pode complementar com uma cenoura ralada e um tomate. Pode não parecer mas é uma refeição completa e ideal para lanches. "Só não vai ter muito ali a vitamina D, mas dá pra adicionar uma gema de ovo se a pessoa quiser".
No fim das contas, insistir na ideia de falta de energia como algo puramente emocional ou inevitável é uma simplificação preguiçosa. O corpo responde ao que recebe. Se a alimentação é desorganizada, pobre em nutrientes ou baseada em picos de açúcar, o resultado não vai ser diferente. Não existe solução milagrosa. Existe ajuste de hábito.
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