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Campo Grande, Domingo, 19 de Novembro de 2017

05/11/2014 06:34

Casal faz “comida de quinta” para reunir os amigos e conhecer pessoas

Ângela Kempfer
Silvio em casa, em dia de Comida de Quinta. (Foto: Reprodução Facebook)Silvio em casa, em dia de "Comida de Quinta". (Foto: Reprodução Facebook)

As quintas-feiras quebram a rotina de Silvio e Heloísa Pereira, casados já há 28 anos. É o dia reservado pelos dois para receber os amigos em casa, sempre com um cardápio caprichado. A especialidade é a paella, mas os convidados já experimentaram risoto à milanesa com ossobuco e mini cebolas, massa com frutos do mar, feijoada francesa, bacalhau ao creme, maminha com ervas, arroz com pinga, carne seca na moranga, baião de dois...

“Faz um ano já. Um amigo leva o outro”, conta Silvio. O recorde de participação até agora veio de maneira inesperada. “Chegou 10 horas da noite e ainda tinha gente ligando para saber se dava para aparecer. Quando a gente viu, eram 40 pessoas em casa.”

No Facebook, ele anuncia o próximo jantar e os interessados fazem as reservas. O espaço é aberto para quem quiser chegar. “Pode ser gente que nós não conhecemos, não tem problema”, avisa o dono da casa. Apesar de estar aberto a qualquer pessoa, em um ano apenas 2 desconhecidos ligaram para fazer a reserva, mas não apareceram.

Em dia de paella, por exemplo, o valor cobrado é R$ 30,00 por pessoa. “O custo é rateado. Ninguém come paella por ai por esse preço”, garante.

O encontro não ocorre religiosamente, mas, pelo menos, duas vezes ao mês a mesa é arrumada. “Tem meses que fazemos até 4 quintas-feiras. Mas prefiro intercalar, para o povo não enjoar”, justifica o cozinheiro.

Silvio é da área de Turismo e assume a cozinha por prazer nos dias do jantar especial. A esposa até ajuda, mas ele é quem gosta de esquentar a barriga no fogão, sempre acompanhado pelo bate-papo dos amigos. “Sempre gostei, gosto muito de pescar, por exemplo, desde pequeno. Sou cozinheiro de fim de semana.”

A escolha do prato exige inspiração e algumas observações. “Dobradinha, por exemplo, só os homens gostam. Então, não posso fazer porque senão as esposas não comparecem”, comenta.

O primeiro desafio foi aprender a fazer a paella. Com a receita assimilada, ele chamou os amigos para experimentar e a história ganhou outras proporções. “Veio a proposta do meu compadre para reunir as pessoas e resolvemos criar o ‘Comida de Quinta’”, justifica.

O “compadre” Alan, que instigou o amigo a abrir a casa para a gastronomia, já conhece Silvio há 50 anos, desde criança. Foi padrinho de casamento, batizou a primeira filha do casal que retribuiu com os mesmos méritos. Os dois são tão chegados que foi Silvio quem apresentou a mulher que seria no futura a esposa de Alan, por coincidência, também amiga de infância de Heloísa.

É nesse clima de velhas amizades que a “Comida de Quinta” permanece viva na casa da Vila Rosa Pires, na região do Itanhangá. Mas pode virar algo maior. Silvio estuda a possibilidade de fazer feijoada no domingo, mas para que as pessoas levem para casa.

Preparação da paella. (Foto: Reprodução Facebook)Preparação da paella. (Foto: Reprodução Facebook)


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