Com jiló e quiabo na brasa, feirante viu seu churrasquinho bombar
Após queda nas vendas, comerciante apostou em opções vegetarianas
Édson Dias, de 51 anos, encontrou nos legumes grelhados uma nova forma de atrair clientes nas feiras de Campo Grande. Com opções que vão do tradicional ao inusitado, como jiló e quiabo assados, o comerciante tem conquistado o público e formado filas nas barracas.
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Édson Dias, de 51 anos, encontrou nos legumes grelhados uma alternativa de negócio após a queda nas vendas de seu restaurante em Campo Grande. Com uma pequena churrasqueira, ele percorre feiras da capital oferecendo opções como jiló, quiabo e abobrinha assados, finalizados com sal grosso, chimichurri e azeite. A marmita completa custa R$ 25 e pode ser encontrada nas feiras Misturô, Rita Vieira, Baobá e no Bosque da Paz.
A ideia surgiu há cerca de três meses, após a queda nas vendas do restaurante, que, segundo ele, foi impactada pelo aumento no uso de canetas emagrecedoras. Foi então que o empreendedor decidiu deixar o salão e passar a percorrer as feiras da Capital com uma pequena churrasqueira.
Ao chegar, a primeira etapa do trabalho já chama atenção: os legumes são os primeiros a ir para a brasa. “É uma opção vegetariana e também vem ao encontro desse momento. O pessoal está comendo menos e buscando mais qualidade no que consome. A gente vê muita gente pegando só os legumes, sem nem querer carne”, explica.
Com poucas opções vegetarianas nas feiras, muitos clientes se aproximam com dúvidas sobre o preparo. Édson garante que não há contato com carne durante todo o processo. Ao fim, os legumes encerram o processo de cozimento, sendo defumados.
“Eu começo grelhando os legumes. Depois levo para uma parrilha com duas partes e embaixo fica mais quente. Quando estão prontos, subo para a parte de cima e coloco os espetinhos embaixo. Assim, eles continuam aquecidos e pegam o defumado da fumaça”, detalha.
Entre os itens mais comuns estão abobrinha, abacaxi, pimentão e berinjela. Já os “diferentões”, como jiló e quiabo, estão entre os mais procurados. O cardápio ainda inclui batata-doce, batata inglesa e abóbora cabotiá. “Fica muito bom. A gente finaliza com sal grosso, chimichurri e azeite. É uma marmitinha colorida, saudável e o pessoal tem adorado”, conta.
Os legumes são servidos em marmitas de isopor, com talheres descartáveis para consumo imediato. Segundo o comerciante, a procura tem sido grande. “O pessoal já sai comendo e quem vê pergunta onde encontra. A barraca é simples, mas vive cheia, com fila de gente esperando”, afirma.
O cliente pode montar o mix de legumes ou optar pela versão completa, que inclui espetinho. “Tem gente que quer a proteína também. A base é arroz, farofa, mandioca e vinagrete, e aí a pessoa escolhe os legumes que quiser”, explica.
Apesar de ter começado como complemento, os legumes ganharam protagonismo. “Eu já trabalhava com isso em churrascaria. Trouxe como uma opção de guarnição, acompanhamento. Agora virou prato principal. É impressionante”, diz.
No início, a proposta causou estranhamento entre os próprios feirantes. “Eles perguntavam se eu fazia só legumes. Depois entenderam que os espetinhos vinham depois”, relembra em tom humorado.
Os legumes grelhados de Édson podem ser encontrados nas feiras Misturô, Rita Vieira, Baobá e no Bosque da Paz. A marmita completa custa R$ 25, enquanto o espetinho, sem acompanhamentos, sai por R$ 12.
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