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Campo Grande, Segunda-feira, 20 de Agosto de 2018

04/05/2017 12:32

Decreto faz valer promessa e restaurante da década de 50 continua na rodovia

Paula Maciulevicius
Decreto mantêm restaurante onde está localizado desde 1958. (Foto: Silas Souza)Decreto mantêm restaurante onde está localizado desde 1958. (Foto: Silas Souza)
Na BR-163 local oferece comida e conforto aos visitantes. (Foto: Silas Souza)Na BR-163 local oferece comida e conforto aos visitantes. (Foto: Silas Souza)

A preservação do sabor e da história agora está garantida em lei. Na semana que passou, o Diário Oficial da Prefeitura de Nova Alvorada do Sul fez valer a promessa feita por Quinzinho aos clientes: o restaurante que desde 1958 mata sede, fome e cansaço dos viajantes pela BR-163 não seria derrubado. 

Em 2015, a CCR MSVia, concessionária responsável pela administração da BR-163 no Estado, anunciou que o projeto de duplicação chegaria até a casa de madeira erguida pelo seu Franklin, sogro de Quinzinho, o autor da promessa. À época, clientes encabeçaram uma campanha pelas redes sociais para que a casa de madeira e os 33 hectares da propriedade permanecessem intactos.

A história começou com viajantes que batiam à porteira do que antes era fazenda, nos tempos em que a distância de Dourados a Campo Grande era mais que 8h de percurso. Assim as portas se abriram, da parada mais tradicional do Estado. Do seu Franklin, a "Água Rica" passou para o genro, Joaquim Tomaz Filho, conhecido como Quinzinho, marido da filha, dona Maria Inez. O pão de queijo foi junto, carro-chefe, era a receita do avô mineiro e que de longe é servido com café para mais de 300 pessoas por dia.

A relação com o local é tão carregada de afeto que, o projeto original da década de 50, não foi submetido a reformas que descaracterizassem a história. Um pedido da clientela. 

No decreto, a prefeitura sustenta que considerando o valor histórico, a arquitetura e a comida regional do cardápio, o restaurante e toda a sua estrutura predial, incluindo o bosque que o cerca, gozam de proteção cultural, devendo ser mantidas duas características.

Depois da publicação, o sentimento dos donos é um visto de alívio e alegria. "Me tranquiliza e me enche de orgulho", resume a dona Maria Inez Tomaz, de 76 anos. Foi a família que entrou, no ano passado, com o pedido junto à prefeitura de Nova Alvorada. "A gente pediu, encaminhou e eles foram fazendo. Agora não se pode mais mexer", comemora junto da clientela. 

Maria Inez só está esperando a filha voltar dos Estados Unidos para festejar a notícia nos próximos dias.

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