Em churrasco ancestral, grupo de MS vence com melhor panceta do Brasil
Direito de Sidrolândia, amigos assadores levaram prêmio no Rio Grande do Sul

Em churrasco ancestral, o assador profissional Gledson Soares do Nascimento, de 43 anos, levou para casa o título de melhor panceta do Brasil. Direto de Sidrolândia, ele arrancou, junto com os dois amigos Salmo Soares e Paulo Éder da Cruz, um dos prêmios mais disputados do Campeonato São Jerônimo, no Rio Grande do Sul. O prato foi feito no método raiz e avaliado às cegas. O evento foi realizado pela Federação Mexicana de Parrilleros e Assadores.
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O assador profissional Gledson Soares do Nascimento, de Sidrolândia (MS), conquistou o título de melhor panceta do Brasil no Campeonato São Jerônimo, no Rio Grande do Sul. Junto com Salmo Soares e Paulo Éder da Cruz, do grupo Mamute BBQ, ele também alcançou o terceiro lugar na classificação geral do evento. O diferencial da receita premiada está no processo de desidratação da carne e no tempo de preparo. A panceta passa por marinação com sal, ervas e alho, seguida de desidratação com sal de parrilla por 30 minutos, finalizando com 3 a 4 horas de assamento na grelha.
Além da colocação, o grupo Mamute BBQ assou peixe e carne bovina. Ficaram em terceiro lugar na colocação geral e levaram a melhor na proteína suína. Ao Lado B, Gledson explica que o diferencial é o tempo de desidratação da carne, que faz a diferença no sabor e no tempero.
“Usamos sal, ervas e alho. Ficou marinando no tempero. O diferencial maior é o tempo na grelha. Primeiro desidratamos a pele da panceta com sal de parrilha por 30 minutos; depois temperamos e levamos para a grelha. A proteína ficou em torno de 3 a 4 horas assando, depois veio a fase de pururucar.”
Segundo ele, a paciência de esperar a temperatura certa da grelha é o tempero que mais pesa na hora de assar.
“Qualquer pessoa pode falar que sabe fazer churrasco, mas se não tiver amor e paciência na hora de trabalhar o corte, não vai sair com qualidade bacana. Ela não assa sozinha, tem que saber controlar tudo: temperatura, retirar a carne na hora certa. Tem que ter amor por isso e dedicação. Graças a Deus, a gente teve um excelente trabalho.”
Participaram equipes brasileiras do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e também do Uruguai. Gledson conta que começou cedo na area, aos 14 anos, ainda ao lado do pai. Depois disso, passou por multinacionais, acumulou experiências fora da brasa e, ironicamente, foi durante a pandemia que o churrasco deixou de ser hobby e virou profissão.

A virada de chave veio ali. Enquanto muita gente parava, Gledson decidiu aprofundar a técnica, estudar processos e transformar o que era paixão em sustento. Segundo ele, o churrasco abriu portas.
“Em 2025, durante o Festival Internacional da Carne, em Campo Grande, a nossa equipe atingiu o feito histórico, consagrando-se campeã da melhor costela do Brasil pela primeira participação e atingindo o quinto lugar na classificação geral da etapa.”
Depois disso, vieram convites para festivais, eventos e participações no projeto “Isso é Churrasco”, dos músicos Fernando e Sorocaba, além de outras cidades do Brasil.
Segundo ele, o convite para representar Sidrolândia em São Jerônimo veio como desafio que a equipe aceitou. “Gostaria muito de agradecer aos nossos familiares que nos apoiaram nesse projeto.”



