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Lado Rural

Expogrande deste ano cresce cinco vezes e fatura R$ 576,8 milhões

Evento teve 16 leilões, julgamento de nelore e cavalo pantaneiro vendido ao preço recorde de R$ 165 mil

Por José Roberto dos Santos | 16/04/2024 10:15
Nelore pintado participa – pela primeira vez e em etapa nacional – de julgamento na Expogrande. (Fotos: Divulgação/Acrissul)
Nelore pintado participa – pela primeira vez e em etapa nacional – de julgamento na Expogrande. (Fotos: Divulgação/Acrissul)

A 84ª Expogrande (Exposição Agropecuária Internacional de Campo Grande), promovida de 4 a 14 de abril, fechou nesta terça-feira sua contabilidade com um faturamento interno de R$ 576,8 milhões, movimento considerado pelo menos cinco vezes maior que o registrado no ano passado, quando o evento cravou uma arrecadação de R$ 110 milhões. Para Guilherme Bumlai, presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), entidade promotora da exposição, "houve nessa edição uma captação de recursos para investimentos com taxas especiais, atrativas e exclusivas para a Expogrande", avalia o ruralista.

Para este ano o Parque de Exposições Laucídio Coelho, sede do evento, foi totalmente reestruturado para dar mais comodidade para todos e permitir a dinamização dos negócios dentro da feira. O Parque de Exposições Laucídio Coelho foi todo tomado por 150 expositores comerciais dos mais diversos setores da economia e do agronegócio, além de instituições da sociedade civil organizada e órgãos públicos.

A quantidade de pessoas que visitou a feira este ano foi em torno de 114 mil pessoas. "No ano passado tivemos uma média de 103 mil pessoas durante os 11 dias da Expogrande, então tivemos um sensível aumento no tamanho do público", compara Bumlai. Somente pelo projeto Fazendinha Acrissul passaram 10 mil pessoas.

Em novo espaço, Projeto Fazendinha Acrissul atraiu 10 mil visitantes durante a exposição
Em novo espaço, Projeto Fazendinha Acrissul atraiu 10 mil visitantes durante a exposição

Peso do nelore de volta às pistas

Neste ano a Expogrande recebeu todo o peso dos animais nelore mocho e pintado e demarcou o retorno dos julgamentos da raça no evento, que desde 2019 não realizava a prova. Este ano a presença – pela primeira vez – da raça nelore pintado trouxe um diferencial para a feira, que também foi marcada pelo fato de que a prova foi realizada em caráter nacional.

A Nelore-MS (Associação dos Criadores de Nelore) trouxe 124 animais para a pista nesta edição. Número equiparado pelo Núcleo de Criadores da Raça Girolando, que fechou a última semana da feira julgando 105 animais em diversas categorias.

Recorde em provas e leilão

Nesta edição da Expogrande os criadores de raça de cavalo crioulo anotaram um recorde na história do núcleo: 8 animais, 4 machos e 4 fêmeas, foram classificados para a final da prova de morfologia, a ser realizada entre o final de agosto e início de setembro na Expointer, em Esteio(RS). Um total de 83 animais estiveram na pista do Parque de Exposições Laucídio Coelho em busca de garantir uma vaga na seletiva.

A Expogrande sediou também a 23ª Arabian Show com 88 animais da raça cavalo árabe disputando provas de halter e performance na pista equinos, sob a avaliação do juiz paulista Rodrigo F. Forte.

Garanhão pantaneiro vendido a R$ 165,6 mil; preço alcançado é recorde no segmento no País
Garanhão pantaneiro vendido a R$ 165,6 mil; preço alcançado é recorde no segmento no País

Pantaneiro bate recorde nacional

A Expogrande registrou durante o 16º Leilão do Cavalo Pantaneiro, a venda de um macho da raça por R$ 165,6 mil. O lote identificado como número 6 bateu o recorde nacional de venda de cavalo pantaneiro. Neste ano a exposição recebeu 16 leilões, fechando com um faturamento de R$ 22 milhões e venda de mais de 5 mil animais. No ano passado a Expogrande faturou R$ 18 milhões com a promoção de 12 leilões e cerca de 4 mil animais comercializados.

"Apesar dos preços gerais da pecuária estarem andando de lado, principalmente com o valor da arroba estagnado, o que a gente vê é o produtor rural investimento para melhorar o rebanho,diversificar,  ganhar em produtividade e reduzir o tempo de abate, com o uso de mais tecnologias e capacitação de mão de obra e, assim, melhorar a sua lucratividade", avalia Guilherme Bumlai.

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