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Lado Rural

Fertilizantes sobem até 39% e MS importa 23 mil toneladas no trimestre

Volume recua 23%, potássicos avançam e relação de troca piora no campo

Por Gustavo Bonotto | 27/04/2026 21:44
Fertilizantes sobem até 39% e MS importa 23 mil toneladas no trimestre
Plantação situada na região sul do estado. (Foto: Marcos Maluf)

Mato Grosso do Sul registrou aumento de até 39% nos preços de fertilizantes e importou mais de 23 mil toneladas no primeiro trimestre de 2026, com mudança no perfil das compras e piora na relação de troca, segundo boletim divulgado nesta segunda-feira (27) pela Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul).

RESUMO

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Mato Grosso do Sul registrou aumento de até 39% nos preços de fertilizantes no primeiro trimestre de 2026, com importações acima de 23 mil toneladas, queda de 23,28% ante 2025, segundo a Aprosoja. Fertilizantes potássicos cresceram de 220 para 7,22 mil toneladas. No Brasil, as importações subiram 9,03%. A relação de troca piorou, exigindo mais grãos para adquirir insumos e reduzindo margens dos produtores.

O volume importado caiu 23,28% em relação ao mesmo período de 2025. Apesar da retração, os dados mostram avanço expressivo dos fertilizantes potássicos, que passaram de 220 toneladas para 7,22 mil toneladas no comparativo anual.

No cenário nacional, o movimento foi oposto. O Brasil ampliou em 9,03% as importações no primeiro trimestre, o que indica recomposição de estoques e compras antecipadas pelo setor produtivo.

“A safra 2025/2026 reforça que não basta produzir mais, é preciso que preço e custo estejam alinhados. A soja conseguiu compensar parte da pressão com ganho de produtividade, mas o milho segue mais exposto, com custos elevados, principalmente com fertilizantes, e preços que não reagiram na mesma intensidade. Esse cenário exige atenção desde já no planejamento da próxima safra”, avalia o analista de Economia da Aprosoja, Mateus Fernandes.

Os preços seguem elevados e pressionam os custos. O fertilizante NPK (nitrogênio, fósforo e potássio) 04-30-10 registrou alta de 39% em março, em relação ao mesmo mês do ano passado. Já matérias-primas como o MAP (fosfato monoamônico) permanecem acima de R$ 5,4 mil por tonelada.

A relação de troca ficou menos favorável ao produtor. Para adquirir a mesma quantidade de insumos, é necessário entregar mais grãos, o que reduz a margem da produção agrícola.

O cenário externo ajuda a explicar os números. O mercado global depende de grandes fornecedores, como Rússia, Belarus e China, e sofre influência direta do custo do gás natural, principal insumo na fabricação de fertilizantes nitrogenados.