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Lado Rural

Manga, limão e tomate sobem de preço na Ceasa, enquanto mamão e batata caem

Manga Palmer e Tommy teve a maior alta, de 14,29%, enquanto mamão Havaí registrou queda de 12,50%

Por Jhefferson Gamarra | 17/08/2026 13:07
Manga, limão e tomate sobem de preço na Ceasa, enquanto mamão e batata caem
Caixa de mamão Havaí que registrou queda de 12,50% na semana (Foto: Divulgação)

A oferta e a demanda, o andamento das safras e as condições climáticas provocaram oscilações nos preços de frutas e hortaliças comercializadas no atacado pela Ceasa/MS (Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul). Na 33ª semana de 2026, entre os dias 10 e 15 de agosto, quatro produtos tiveram alta nas cotações, enquanto outros quatro ficaram mais baratos.

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Na 33ª semana de 2026, a Ceasa/MS registrou oscilações nos preços de frutas e hortaliças. Manga, limão, maçã e tomate tiveram alta de até 14,29%, enquanto mamão, cebola, batata e melancia ficaram mais baratos, com queda de até 12,50%. As variações foram influenciadas pela oferta, demanda, avanço das safras e condições climáticas nas regiões produtoras.

Entre os produtos que subiram de preço, a manga Palmer e Tommy, produzida na Bahia e em Pernambuco, registrou a maior valorização. A caixa de 6 quilos passou de R$ 70 para R$ 80, aumento de 14,29%. Segundo a Ceasa/MS, a alta está relacionada à oferta controlada no mercado interno e ao comportamento das exportações.

O limão Tahiti, com origem em São Paulo, também ficou mais caro. A caixa de 20 quilos passou de R$ 110 para R$ 120, alta de 9,09%. A valorização ocorre em meio à menor disponibilidade da fruta no cinturão citrícola paulista, com o avanço da entressafra e o encerramento da principal safra.

A maçã produzida em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul teve aumento de 8,33%. A caixa de 18 quilos passou de R$ 120 para R$ 130, em razão da redução gradual dos estoques nas regiões classificadoras.

O tomate Longa Vida, proveniente de Goiás, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina, também subiu 8,33%, passando de R$ 120 para R$ 130 a caixa de 25 quilos. Esta é a terceira semana consecutiva de alta do produto, segundo a Ceasa/MS. A elevação está relacionada à redução do volume disponível para colheita e ao encerramento da safra em algumas regiões produtoras.

Na outra ponta, o mamão Havaí teve a maior queda entre os produtos analisados. A caixa de 10 quilos, produzida na Bahia e no Espírito Santo, passou de R$ 80 para R$ 70, redução de 12,50%. O recuo está relacionado ao aumento da oferta nacional, principalmente na Bahia, combinado com uma demanda menos aquecida.

A cebola nacional, com origem em Minas Gerais e Goiás, também teve redução. O saco de 20 quilos passou de R$ 75 para R$ 70, queda de 6,67%. Conforme a Ceasa/MS, a diminuição está ligada ao aumento da disponibilidade durante o período de pico da colheita nas principais regiões produtoras.

A batata inglesa passou de R$ 160 para R$ 150 a saca de 25 quilos, redução de 6,25%. A queda está associada ao avanço da safra de inverno e ao aumento da oferta, com expectativa de maior volume de produção nas próximas semanas.

A melancia graúda, por sua vez, registrou a menor redução entre os produtos analisados. O preço passou de R$ 2,90 para R$ 2,80 por quilo, queda de 3,45%. O movimento está relacionado ao aumento da produção em Goiás e Tocantins e à demanda ainda moderada no mercado atacadista.

As oscilações registradas na 33ª semana refletem o momento das diferentes cadeias produtivas e a disponibilidade dos alimentos nas regiões fornecedoras. Enquanto produtos entram em período de menor oferta ou encerramento de safra, outros avançam para fases de maior produção, provocando movimentos opostos nas cotações.

Para as próximas semanas, o comportamento dos preços deve continuar sendo influenciado pelo avanço das safras, pelo volume de oferta, pelas condições climáticas e pelo ritmo da demanda nos mercados atacadistas. A combinação desses fatores deverá determinar a disponibilidade dos produtos e, consequentemente, os valores praticados na comercialização.