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Política

Quem quer seu voto em MS? Maioria é homem, branco e tem ensino superior

Levantamento mostra idade média de 50 anos e revela que quase 30% dos concorrentes nasceram fora do Estado

Por Kamila Alcântara | 17/08/2026 13:58
Quem quer seu voto em MS? Maioria é homem, branco e tem ensino superior
Urna eletrônica usado no processo eleitoral brasileiro em dia de testes abertos para população, no Tribunal Regional de Mato Grosso do Sul (Foto: Osmar Veiga)

Quem disputa o voto dos eleitores de Mato Grosso do Sul nas eleições de 2026 tem, em média, 50 anos. A maioria é formada por homens, pessoas que se declararam brancas e candidatos com ensino superior completo. É o que mostra levantamento do Campo Grande News feito a partir dos dados abertos do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

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Levantamento do Campo Grande News com base em dados do TSE aponta que os 338 candidatos registrados para as eleições de 2026 em Mato Grosso do Sul têm, em média, 50 anos. A maioria é composta por homens (63,9%), brancos (55%) e pessoas com ensino superior completo (59,5%). Cerca de 30% dos candidatos nasceram fora do estado, sendo São Paulo o principal estado de origem desse grupo.

A análise reúne 338 registros de candidatura para governador, vice-governador, senador, primeiro e segundo suplentes, deputado federal e deputado estadual. Para chegar à idade média, foi considerada a idade que cada candidato terá em 4 de outubro, data do primeiro turno das eleições.

Do total, 216 candidatos são homens, o equivalente a 63,9%, enquanto 122 são mulheres, ou 36,1%. A diferença significa que praticamente dois em cada três nomes que estarão nas urnas em Mato Grosso do Sul são masculinos.

A idade média dos concorrentes é de 50,1 anos. A maior concentração está entre aqueles que têm de 50 a 59 anos, faixa que reúne 97 candidatos, ou 28,7% do total. Logo atrás aparecem os que têm entre 40 e 49 anos, com 95 registros, equivalentes a 28,1%.

Os candidatos de 60 a 69 anos somam 58, enquanto 53 têm entre 30 e 39 anos. Há ainda 17 concorrentes de 20 a 29 anos, 13 entre 70 e 79 anos e cinco com idade entre 80 e 89 anos. A mais jovem é Maria Vitória Freitas da Cunha, a Mavi Cunha (Missão), candidata a deputada federal, que terá 20 anos no dia da eleição. No outro extremo está José Roberto Teixeira, Zé Treixeira (PL), com 86 anos

Outro dado que chama atenção é o local de nascimento. Dos 338 candidatos, 237 nasceram em Mato Grosso do Sul, o equivalente a 70,1%. Os demais 101, ou 29,9%, vieram ao mundo em outros estados. Em outras palavras, quase três em cada dez pessoas que disputam uma vaga representando MS não são naturais daqui.

São Paulo é, com ampla vantagem, o principal estado de origem desse grupo. Dos 101 candidatos nascidos fora de Mato Grosso do Sul, 47 são paulistas. Eles representam quase metade dos concorrentes que nasceram em outras unidades da Federação. O Paraná aparece na sequência, com 17 candidatos, enquanto Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul têm seis cada. Minas Gerais tem cinco, e Goiás e Mato Grosso aparecem com quatro candidatos cada.

Também há concorrentes nascidos no Acre, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rondônia e Santa Catarina. O mais "diferentão" é o cadastro de André Puccinelli (MDB), onde o local de nascimento aparece como “ZZ” na base do TSE, mas o ex-governador nasceu na cidade de Viareggio, na região da Toscana, Itália.

Entre os nomes conhecidos que nasceram fora de Mato Grosso do Sul estão o atual governador Eduardo Riedel, natural do Rio de Janeiro; José Carlos Barbosa, o Barbosinha, de Goiás; Mara Caseiro, do Paraná; Dagoberto Nogueira, de São Paulo; Mauricio Picarelli, também paulista; e André Matsushita, igualmente nascido em São Paulo. O levantamento considera exclusivamente as informações declaradas à Justiça Eleitoral.

Quem quer seu voto em MS? Maioria é homem, branco e tem ensino superior

Quando o recorte é a escolaridade, o ensino superior completo domina a lista. Dos 338 candidatos, 201 afirmaram ter concluído a faculdade, o equivalente a 59,5% do total. Outros 35, ou 10,4%, informaram ter ensino superior incompleto. Somados, os dois grupos mostram que praticamente sete em cada dez concorrentes chegaram à universidade, ainda que parte deles não tenha concluído o curso.

O ensino médio completo aparece em 54 registros, correspondentes a 16% das candidaturas, enquanto 11 candidatos declararam ensino médio incompleto. Outros 16 têm ensino fundamental completo e 18, fundamental incompleto. Há ainda três candidatos classificados pelo TSE na categoria “lê e escreve”.

A declaração de cor ou raça também mostra predominância de um grupo. Entre os 338 candidatos, 186 se declararam brancos, o equivalente a 55%. Os pardos aparecem em seguida, com 111 registros, ou 32,8%, e os pretos somam 21 candidaturas, representando 6,2%.

A base registra ainda 18 candidatos indígenas, correspondentes a 5,3% do total, além de dois que se declararam amarelos, ou 0,6%. Se pretos e pardos forem somados, são 132 candidatos, o equivalente a 39,1% de todas as candidaturas registradas no Estado.

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