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Lado Rural

Milho safrinha tem 70,6% das lavouras em boas condições em Mato Grosso do Sul

Levantamento da Aprosoja estima produção de 11,1 milhões de toneladas e aponta impactos pontuais de granizo

Por Jhefferson Gamarra | 03/06/2026 13:26
Milho safrinha tem 70,6% das lavouras em boas condições em Mato Grosso do Sul
Plantação de milho em bos condições em Mato Grosso do Sul (Foto: Divulgação/Aprosoja)

O acompanhamento da segunda safra de milho 2025/2026 em Mato Grosso do Sul indica que 70,6% das lavouras estão em boas condições de desenvolvimento. Os dados são do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS, e mostram um cenário predominantemente positivo para a cultura, apesar dos desafios climáticos registrados em algumas regiões do Estado.

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Levantamento do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS, indica que 70,6% das lavouras de milho da segunda safra 2025/2026 em Mato Grosso do Sul estão em boas condições. A área plantada é estimada em 2,206 milhões de hectares, com produção total projetada em 11,139 milhões de toneladas e produtividade média de 84,2 sacas por hectare. Desafios climáticos, pragas e doenças seguem monitorados pelas equipes técnicas.

De acordo com o levantamento, 18,4% das áreas cultivadas apresentam condições regulares, enquanto 11% foram classificadas como ruins. A estimativa atual aponta para uma área plantada de 2,206 milhões de hectares, com produtividade média esperada de 84,2 sacas por hectare e produção total estimada em 11,139 milhões de toneladas.

Segundo o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, o desempenho das lavouras varia conforme as condições climáticas e o período em que o plantio foi realizado em cada região.

As melhores condições são observadas atualmente nas regiões norte, nordeste e oeste de Mato Grosso do Sul. Por outro lado, áreas localizadas nas regiões centro, sul e sul-fronteira apresentam maior percentual de lavouras classificadas como regulares ou ruins, principalmente em razão da irregularidade das chuvas, além dos riscos de estiagem e ocorrência de geadas.

O plantio da segunda safra de milho teve início na terceira semana de janeiro e foi concluído na última semana de abril, totalizando 16 semanas de operação no campo. Conforme o SIGA-MS, 78,8% da área estimada foi semeada entre a segunda semana de fevereiro e a terceira semana de março, período considerado decisivo para o desenvolvimento da cultura.

Além das condições gerais das lavouras, a Aprosoja/MS também monitora os efeitos dos eventos climáticos sobre a produção. Durante o mês de maio, municípios como Deodápolis, Fátima do Sul, Juti, Ivinhema e Dourados registraram ocorrência de granizo, afetando aproximadamente 2,1 mil hectares cultivados com milho.

De acordo com Gabriel Balta, os danos foram localizados, mas continuam sendo acompanhados pelas equipes técnicas para avaliação dos possíveis reflexos sobre a produtividade das áreas atingidas.

O levantamento também mostra uma mudança no perfil de ocupação agrícola da segunda safra. A área destinada ao milho deverá representar aproximadamente 46% da área cultivada com soja em Mato Grosso do Sul, percentual inferior aos 75% registrados em anos anteriores.

Segundo a Aprosoja/MS, essa redução está relacionada às restrições da janela de plantio estabelecida pelo ZARC (Zoneamento Agrícola de Risco Climático), além da adoção de culturas alternativas em áreas consideradas mais vulneráveis aos riscos climáticos.

Entre os principais desafios fitossanitários identificados nas lavouras estão a presença da cigarrinha-do-milho, lagarta-do-cartucho, pulgão e percevejos. Também foram registradas doenças como cercosporiose, mancha bipolaris e helminthosporiose, que seguem sob monitoramento dos produtores e das equipes técnicas.

Mesmo diante desses fatores, o cenário predominante apontado pelo SIGA-MS é de lavouras em boas condições na maior parte do território sul-mato-grossense, sustentando a expectativa de uma produção superior a 11 milhões de toneladas na safra 2025/2026.