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Lado Rural

Participação de equídeos na Expogrande depende de atestado negativo para mormo

Exigência está amparada em portaria do Mapa; doença é contagiosa e pode ser transmitida para o ser humano

Por José Roberto dos Santos | 26/02/2024 16:36
Equinos, muares e asisinos terão de possuir atestado negativo de mormo. (Foto: Arquivo/Iagro)
Equinos, muares e asisinos terão de possuir atestado negativo de mormo. (Foto: Arquivo/Iagro)

A Acrissul está comunicando aos criadores de equídeos (equinos, muares e asisinos) que a participação dos animais na Expogrande e em qualquer evento nas dependências do Parque de Exposições Laucídio Coelho, dependerá da apresentação do atestado sanitário negativo de mormo. A feira acontece de 4 a 14 de abril deste ano.

O atestado é emitido pelo médico veterinário contratado pelo criador.

A exigência está amparada pela Portaria número 593 do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), de 30 de junho de 2023, que aprova as diretrizes gerais para a prevenção, controle e erradicação do mormo em todo o território nacional.

Sobre o mormo

Segundo a Iagro-MS (Agência de Sanidade Vegetal e Animal), o mormo é uma doença infectocontagiosa grave que acomete os equídeos (equinos, asininos e muares), mas que pode acometer outras espécies de maneira acidental, como o homem (zoonose), carnívoros e pequenos ruminantes.

A doença é causada pela bactéria Burkholderia mallei, que ocasiona alta taxa de mortalidade nos equídeos e, no homem é fatal. Os sinais clínicos mais frequentes são: febre, tosse e corrimento nasal. A doença pode se manifestar na forma aguda ou crônica, sendo que a forma crônica, geralmente, ocorre em equinos e a forma aguda em muares e asininos. Em equídeos os sinais são classificados em três categorias: nasal, pulmonar e cutânea.

A principal via de infecção é a digestiva, podendo ocorrer também pelas vias respiratórias, genital e cutânea. Animais infectados e portadores assintomáticos são importantes fontes de infecção.

A disseminação do agente no ambiente ocorre através da água, alimentos (forragens, melaço), fômites (bebedouros, cochos, equipamentos de montaria compartilhados). A mosca doméstica também pode contribuir para a disseminação da bactéria.

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