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Lado Rural

Soja começa a ser plantada dia 16 com produtividade de até 52 sacas

Estimativa indica queda de 13,2% ante a safra anterior; chuva irregular pode afetar o plantio

Por Gustavo Bonotto | 08/09/2026 15:26
Soja começa a ser plantada dia 16 com produtividade de até 52 sacas
Produtor inicia separação de sementes da soja em maquinário antes de iniciar plantio na safra anterior. (Foto: Marcos Maluf/Aprosoja)

Produtores de Mato Grosso do Sul poderão iniciar o plantio da soja em 16 de setembro, quando termina a restrição imposta pelo vazio sanitário e começa a janela da safra 2026/2027. A produtividade média está projetada em 52,4 sacas por hectare, segundo dados divulgados nesta terça-feira (8) pelo Siga (Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio). O volume representa queda de 13,2% em relação à safra anterior.

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Produtores de Mato Grosso do Sul poderão iniciar o plantio da soja em 16 de setembro, após o fim do vazio sanitário. A produtividade média projetada para a safra 2026/2027 é de 52,4 sacas por hectare, queda de 13,2% em relação à safra anterior, segundo o Siga. O clima é apontado como fator de risco, com previsão de chuvas irregulares e calor intenso. A semeadura segue até 31 de dezembro.

O levantamento, no entanto, não aponta uma causa específica para a redução estimada. O clima, porém, aparece entre os fatores que podem influenciar o desempenho das lavouras ao longo dos próximos meses. A previsão para setembro, outubro e novembro indica chuva próxima ou acima da média em Mato Grosso do Sul, mas com risco de distribuição irregular.

As temperaturas também devem permanecer acima da média, com possibilidade de períodos de calor intenso. A combinação exige atenção principalmente no início do plantio, quando a falta de umidade suficiente pode comprometer a germinação das sementes. Por isso, a autorização para semear não significa que todos os produtores entrarão no campo no dia estipulado para o início da safra.

A semeadura poderá seguir até 31 de dezembro. Antes disso, o vazio sanitário permanece em vigor até 15 de setembro e proíbe a manutenção de plantas vivas de soja nas propriedades rurais. A regra vale também para plantas que nascem espontaneamente depois da colheita, chamadas de guaxas ou tigueras.

A medida busca reduzir a sobrevivência do fungo que causa a ferrugem-asiática durante a entressafra. Sem plantas de soja no campo, o ciclo do agente causador da doença é interrompido e a quantidade de fungos disponíveis para atingir a safra seguinte tende a diminuir. O controle também pode retardar o aparecimento da ferrugem nas novas lavouras.

Nos dias que antecedem o plantio, produtores também concentram o trabalho na análise do solo, adubação, revisão de máquinas e compra de insumos. Áreas ocupadas pelo milho segunda safra ainda passam pela dessecação antes de receber a soja. A buva está entre as plantas daninhas que exigem maior atenção nesse período.

O analista técnico da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul), Lucas Santana, afirma que o controle deve ocorrer antes da semeadura.

“O ideal é fazer o monitoramento antecipado da área e realizar o controle das plantas daninhas antes da semeadura, considerando as espécies presentes, o estádio de desenvolvimento e as características de cada talhão. Entrar com a área limpa no plantio é fundamental para evitar a competição com a soja desde o início da cultura”, afirmou.