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Lado Rural

Suinocultura de MS chega a 2,3 milhões de abates e mira novos mercados

Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura debate desafios do setor, hoje, em Dourados

Por Helio de Freitas, de Dourados | 17/09/2026 10:15
Suinocultura de MS chega a 2,3 milhões de abates e mira novos mercados
Granja de suínos em Mato Grosso do Sul, que teve 2,3 milhões de abates no 1º semestre (Foto: Divulgação/CNA)

A suinocultura de Mato Grosso do Sul chega ao segundo semestre de 2026 com 2,34 milhões de suínos abatidos entre janeiro e julho e um plantel de aproximadamente 152 mil matrizes.

RESUMO

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O VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul reúne produtores e representantes do setor nesta quinta-feira (17), em Dourados, para debater os desafios e oportunidades da atividade, que registrou 2,34 milhões de abates no primeiro semestre de 2026. A pauta inclui mão de obra, biometano, fertirrigação, carbono, mercado e Plano Safra. O evento é promovido pela Asumas no auditório da Unigran.

Em meio à expansão da atividade, produtores e representantes da cadeia produtiva se reúnem nesta quinta-feira (17), em Dourados, para discutir os próximos passos do setor, que passam por mão de obra, mercado, financiamento, tecnologia e aproveitamento dos resíduos gerados nas granjas.

Os temas estão no centro do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, promovido pela Asumas (Associação Sul-Mato-Grossense de Suinocultores), iniciado nesta manhã no auditório da Unigran. O encontro chega à oitava edição com discussões sobre inovação, sustentabilidade, gestão de pessoas, biometano, fertirrigação, carbono, mercado e Plano Safra.

A produção está concentrada em diferentes regiões de Mato Grosso do Sul. Entre os principais municípios produtores estão Glória de Dourados, Dourados, Jateí, São Gabriel do Oeste e Brasilândia.

Parte da produção sul-mato-grossense abastece o mercado fora do Brasil. Entre os principais destinos das vendas externas estão as Filipinas, responsáveis por 23,9% do total informado, seguidas pela Argentina, com 19,7%, e pelo Uruguai, com 9,7%.

Além do desempenho da produção e das possibilidades de ampliação do mercado, um dos desafios que entram na pauta do Fórum é encontrar e manter trabalhadores qualificados nas granjas. A preocupação acompanha a transformação da atividade, que incorpora tecnologias e exige profissionais cada vez mais especializados.

A discussão prevista para o encontro envolve formas de atrair novos trabalhadores, qualificar as equipes que já atuam no setor e criar perspectivas de crescimento profissional. Para os produtores, a disponibilidade de mão de obra preparada passou a ter impacto direto sobre a produtividade e a capacidade das propriedades de incorporar novas tecnologias.

Presidente da Asumas, Renato Spera afirma que o debate sobre o futuro da atividade não pode ficar restrito aos investimentos em equipamentos e estrutura.

“O Fórum é um dos momentos mais importantes do nosso calendário porque nos permite reunir diferentes atores da cadeia para falar sobre o presente e, principalmente, sobre o futuro. Queremos discutir inovação, sustentabilidade e mercado, mas também olhar para quem está dentro das granjas e faz a atividade acontecer”, afirma.

Segundo Spera, atrair e manter profissionais tornou-se um dos desafios enfrentados pela cadeia produtiva. “Atrair, desenvolver e reter profissionais é um desafio para o setor, e precisamos criar cada vez mais oportunidades para que as pessoas enxerguem a suinocultura como uma atividade moderna, tecnológica e com futuro”, acrescenta.

Suinocultura de MS chega a 2,3 milhões de abates e mira novos mercados
Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura, no auditório da Unigran, em Dourados (Foto: Gregório Medeiros/Agro Agência)

Resíduos

Outra discussão durante o encontro será sobre o aproveitamento econômico e ambiental dos resíduos da criação de suínos. A programação inclui debates sobre biometano, fertirrigação e carbono, alternativas relacionadas ao tratamento e à utilização dos dejetos produzidos nas propriedades.

A discussão sobre biometano envolve a possibilidade de transformar resíduos da criação em fonte energética. Já a fertirrigação permite utilizar nutrientes provenientes dos dejetos tratados na produção agrícola. O Fórum também colocará o mercado de carbono na pauta, diante da busca do setor por modelos capazes de combinar redução de impactos ambientais e geração de valor.

O cenário econômico terá espaço próprio na programação. Mercado e Plano Safra estarão entre os assuntos discutidos, principalmente pela relação direta entre crédito, custos de produção e capacidade de investimento dos produtores.

A comunicação da cadeia produtiva completa os eixos previstos para o encontro. A proposta é discutir como o setor apresenta à sociedade suas práticas produtivas, avanços tecnológicos, importância econômica e medidas relacionadas à sustentabilidade.

Com produtores, profissionais, empresas, especialistas e representantes do setor reunidos em Dourados, a 8ª edição do Fórum pretende discutir não apenas a capacidade de produção da suinocultura de Mato Grosso do Sul, mas os gargalos que podem determinar o ritmo de crescimento da atividade nos próximos anos.

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