Câmeras flagraram marido atrás de mulher antes de atropelamento
Suspeito requereu abertura do inventário de bens da vítima 17 dias após o crime

A análise das câmeras de segurança foi determinante para mudar a tipificação do caso da morte da funcionária pública municipal Wandete Gois da Silva, de 58 anos. As imagens e o cruzamento de depoimentos prestados à Polícia Civil apontaram que o crime na verdade se tratava de um feminicídio cometido por Sandro Aparecido da Silva, 49 anos, marido da vítima.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Câmeras de segurança foram determinantes para mudar a tipificação da morte de Wandete Gois da Silva, 58 anos, de atropelamento para feminicídio. As imagens mostram o marido, Sandro Aparecido da Silva, 49, seguindo a esposa com um caminhão após uma briga em festa. Enquanto é investigado, ele abriu inventário para administrar bens avaliados em R$ 200 mil, mas a Justiça exigiu comprovação de sua legitimidade para atuar no processo.
Conforme apurado pelo Campo Grande News, testemunhas e o circuito de segurança confirmaram que Wandete e o marido tiveram uma briga durante uma festa. Após o desentendimento, a mulher deixou o local caminhando. Pouco depois, as câmeras registraram o momento em que Sandro pegou seu caminhão e seguiu na mesma direção e trajeto em que a esposa caminhava.
- Leia Também
- Mulher atropelada ao sair de festa passa a integrar lista de feminicídios
- Justiça solta caminhoneiro preso por atropelar e matar a própria esposa
As imagens desmontaram a versão de atropelamento acidental ou fatalidade, indicando a intencionalidade da ação ao atingir a vítima com o veículo de carga, no entanto não foram divulgadas pela Polícia Civil.
Com o avanço das apurações, o enquadramento do caso foi alterado e Wandete passou a ser 20ª vítima de feminicídio no Estado, que agora totaliza 27 casos este ano.
Inventário - Enquanto as investigações avançavam no âmbito criminal, Sandro ingressou com uma ação na esfera cível. Em 17 de agosto de 2026, ele deu entrada em um pedido de abertura de inventário e partilha dos bens deixados pela esposa na 1ª Vara Cível da Comarca de Ponta Porã.
No processo, o motorista solicitou a concessão de gratuidade da justiça e a sua nomeação como inventariante para administrar os bens do casal, avaliados preliminarmente na petição inicial em R$ 200 mil.
No início de setembro, a defesa de Sandro anexou certidão comprovando a inexistência de testamento em nome de Wandete. Contudo, em decisão o Poder Judiciário, determinou a intimação do autor para comprovar sua legitimidade em figurar como requerente e administrador da herança, sob pena de indeferimento da ação.
Sandro segue sob investigação pelo crime de feminicídio, mas os detalhes do caso ainda não serão repassados pela delegada responsável para não atrapalhar a investigação.
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.

