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Campo Grande, Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017

22/09/2017 15:54

Ação ambiental planta 50 mudas de árvores e faz limpeza do Córrego Lagoa

Detritos ao longo do córrego foram retirados por equipes da secretaria de Obras para evitar assoreamento

Richelieu de Carlo
Muda de árvore plantada às margens do Córrego Lagoa. (Foto: Direto das Ruas)Muda de árvore plantada às margens do Córrego Lagoa. (Foto: Direto das Ruas)

Uma ação ambiental plantou 50 mudas de árvores em uma área verde em avançado estado de degradação no Córrego Lagoa, próximo ao bairro Bairro Coophamat, nesta sexta-feira (22). O movimento ocorre poucos dias depois do apelo em redes sociais de um empresário de Campo Grande para que salvassem o leito do curso d’água.

Em ato simbólico, um dia após a celebração do Dia da Árvore e no dia que marca o início da primavera, cinco dezenas de Paineiras foram plantadas próximas à margem com mais quantidade de lixo e com a vegetação queimada, no cruzamento com a Rua Tenente Antônio João Ribeiro.

Depois da publicação no Facebook do empresário Vamadewa Shivam, a situação do córrego chamou a atenção do Poder Público e, através do vereador William Maksoud (PMN), as secretarias de Obras e de Meio Ambiente foram mobilizadas para iniciar os trabalhos no leito e margens do córrego.

Pelo menos 30 funcionários da Sisep (Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos) iniciaram a remoção de detritos ao longo do córrego, que já formam uma grande montanha de galhos secos e lixo ao longo da Avenida Nasri Siufi.

Segundo o titular da Sisep, Rudi Fiorese, as equipes da secretaria irão realizar a limpeza e remoção de detritos do leito e das margens, bem como a poda de árvores e manutenção completa do local. “O mais importante é que as pessoas preservem e contribuam com esse trabalho com conscientização”, declarou.

A bióloga Taciana Orikassa, que acompanhou a ação explica que para a recuperação da mata ciliar foram escolhidas mudas maiores, com cerca de um metro e meio de comprimento, para resistirem às ações do tempo, humanas e a deficiência de nutrientes do solo, prejudicado pelas recorrentes queimadas no local.

“Foi um ato simbólico, mas que não deixa de ter um resultado, ver o córrego e margens sendo limpos é um grande ganho. Estamos elaborando uma legislação específica que possibilite atividades culturais, de esporte e lazer nessas áreas e as transforme em um espaço protegido pela própria comunidade”, comentou William Maksoud.



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