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Meio Ambiente

Ação ambiental planta 50 mudas de árvores e faz limpeza do Córrego Lagoa

Detritos ao longo do córrego foram retirados por equipes da secretaria de Obras para evitar assoreamento

Por Richelieu de Carlo | 22/09/2017 15:54
Muda de árvore plantada às margens do Córrego Lagoa. (Foto: Direto das Ruas)
Muda de árvore plantada às margens do Córrego Lagoa. (Foto: Direto das Ruas)

Uma ação ambiental plantou 50 mudas de árvores em uma área verde em avançado estado de degradação no Córrego Lagoa, próximo ao bairro Bairro Coophamat, nesta sexta-feira (22). O movimento ocorre poucos dias depois do apelo em redes sociais de um empresário de Campo Grande para que salvassem o leito do curso d’água.

Em ato simbólico, um dia após a celebração do Dia da Árvore e no dia que marca o início da primavera, cinco dezenas de Paineiras foram plantadas próximas à margem com mais quantidade de lixo e com a vegetação queimada, no cruzamento com a Rua Tenente Antônio João Ribeiro.

Depois da publicação no Facebook do empresário Vamadewa Shivam, a situação do córrego chamou a atenção do Poder Público e, através do vereador William Maksoud (PMN), as secretarias de Obras e de Meio Ambiente foram mobilizadas para iniciar os trabalhos no leito e margens do córrego.

Pelo menos 30 funcionários da Sisep (Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos) iniciaram a remoção de detritos ao longo do córrego, que já formam uma grande montanha de galhos secos e lixo ao longo da Avenida Nasri Siufi.

Segundo o titular da Sisep, Rudi Fiorese, as equipes da secretaria irão realizar a limpeza e remoção de detritos do leito e das margens, bem como a poda de árvores e manutenção completa do local. “O mais importante é que as pessoas preservem e contribuam com esse trabalho com conscientização”, declarou.

A bióloga Taciana Orikassa, que acompanhou a ação explica que para a recuperação da mata ciliar foram escolhidas mudas maiores, com cerca de um metro e meio de comprimento, para resistirem às ações do tempo, humanas e a deficiência de nutrientes do solo, prejudicado pelas recorrentes queimadas no local.

“Foi um ato simbólico, mas que não deixa de ter um resultado, ver o córrego e margens sendo limpos é um grande ganho. Estamos elaborando uma legislação específica que possibilite atividades culturais, de esporte e lazer nessas áreas e as transforme em um espaço protegido pela própria comunidade”, comentou William Maksoud.

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