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Meio Ambiente

Após “tapete verde” tomar conta do leito, água volta a aparecer no Rio Pardo

Usina atribui redução das macrófitas a manejo autorizado pelo Imasul e aumento da vazão do rio

Por Inara Silva | 06/05/2026 13:51


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O Rio Pardo, em Ribas do Rio Pardo, voltou a ter água visível após meses coberto por plantas aquáticas. A Elera Renováveis, responsável pela usina hidrelétrica local, informou que o índice de vegetação flutuante caiu para 8%, abaixo do limite de 25%. Ações de remoção mecanizada e vertimentos controlados, autorizados pelo Imasul em outubro de 2025, contribuíram para a redução. O caso ainda tramita na Justiça, com pedidos de responsabilização da empresa e do órgão ambiental.

Depois de meses encoberto por um “tapete verde” de plantas aquáticas, o Rio Pardo voltou a ter água visível em Ribas do Rio Pardo. O cenário que, em outubro de 2025, chamou atenção pela grande concentração de vegetação na superfície mudou nos últimos meses, e as macrófitas agora aparecem principalmente nas margens do rio.

Dados apresentados pela Elera Renováveis, responsável pela operação da Usina Hidrelétrica Assis Chateaubriand, indicam redução da vegetação flutuante no reservatório. Segundo a empresa, o índice atual é de cerca de 8%, abaixo do limite técnico de controle, estimado em 25%.

A empresa afirma que o monitoramento do reservatório faz parte das condicionantes previstas no PBA (Plano Básico Ambiental) e na licença de operação da usina. Conforme a Elera, após a identificação de alta concentração de macrófitas, foram iniciadas ações de remoção mecanizada e solicitado ao Imasul autorização para realizar vertimento controlado.

Segundo a empresa, o órgão ambiental autorizou formalmente o procedimento em 2 de outubro de 2025. Após isso, a usina aguardou condições climáticas favoráveis para iniciar a operação, realizada pela primeira vez em 28 de outubro do ano passado.

Desde então, conforme os níveis do rio permitem, a usina realiza vertimentos dentro de um plano de manejo aprovado pelo Imasul e acompanhado por monitoramentos específicos.

A Elera informou ainda que o pico de cobertura de macrófitas no reservatório foi de 23,6%, registrado em junho de 2025. Conforme a companhia, o percentual permaneceu abaixo do limite de referência de 25% da área do reservatório, estabelecido no Plano Básico Ambiental aprovado pelo Imasul, que orienta a adoção de medidas mais intensivas de manejo.

Após “tapete verde” tomar conta do leito, água volta a aparecer no Rio Pardo

Mesmo abaixo do limite, a empresa afirma que adotou ações preventivas e contínuas de controle, o que teria contribuído para a redução significativa da cobertura vegetal nos meses seguintes. Segundo a concessionária, o acompanhamento técnico aponta que o fenômeno esteve associado a fatores externos e que as medidas implementadas foram eficazes no controle da vegetação aquática.

A Elera também atribui parte da redução das macrófitas aos períodos de maior vazão do Rio Pardo, que ajudaram a dispersar a vegetação ao longo dos últimos meses. Por outro lado, a empresa aponta que abril marcou o início do período seco, com menor vazão e condições menos favoráveis para novas operações de vertimento.

Além do controle das plantas aquáticas, a empresa informa manter monitoramentos ambientais relacionados à qualidade da água e às comunidades aquáticas do reservatório. Segundo a concessionária, medidas preventivas e corretivas seguem sendo adotadas conforme necessidade operacional e ambiental.

No posicionamento, a Elera afirma ainda que a presença de macrófitas é natural em sistemas aquáticos, principalmente das espécies fixas, e que essas plantas podem desempenhar funções ecológicas, como abrigo e alimento para fauna aquática.

O caso envolvendo o avanço da vegetação no Rio Pardo segue sendo discutido judicialmente. Em ação popular apresentada à Justiça, há pedidos de responsabilização da empresa e do Imasul por supostos danos ambientais, além de solicitações de limpeza do lago e suspensão da licença de operação da usina.