Declaração do Pantanal ganha adesão da Espanha e amplia apoio contra queimadas
Carta sobre conservação de espécies migratórias reúne 20 países e inclui cooperação em prevenção de incêndios

A Espanha aderiu à Declaração do Pantanal, documento firmado em março deste ano durante a COP15 das Espécies Migratórias. A confirmação foi feita nesta quarta-feira (22), durante agenda internacional do ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco.
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A Espanha aderiu à Declaração do Pantanal, elevando para 20 o número de países signatários do documento firmado na COP15 das Espécies Migratórias. A confirmação ocorreu durante agenda do ministro João Paulo Capobianco, que destacou o alcance político da adesão. A ministra espanhola Sara Aagesen Muñoz se comprometeu a incentivar outros países da União Europeia a aderirem ao texto. Brasil e Espanha também discutiram cooperação no combate a incêndios florestais.
Com a adesão, o texto passa a contar com o apoio de 20 países. Segundo o ministro, a entrada da Espanha amplia o alcance político do documento e reforça o compromisso internacional com a proteção das espécies migratórias e de seus habitats naturais.
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“A adesão da Espanha à Declaração do Pantanal faz com que países de todos os continentes estejam comprometidos com a proteção das espécies migratórias e seus habitats em nível global. O apoio de 20 nações ao texto eleva politicamente o tema”, afirmou Capobianco.
Durante reunião bilateral, a ministra espanhola para a Transição Ecológica e o Desafio Demográfico, Sara Aagesen Muñoz, também se comprometeu a incentivar outros países da União Europeia a aderirem ao documento.
A Declaração do Pantanal foi firmada no âmbito da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS) e reúne países como Brasil, Bolívia, Paraguai, Chile, Peru, Quênia e Uruguai, entre outros.
Além do acordo, Brasil e Espanha discutiram cooperação na área de prevenção e controle de incêndios florestais. O tema foi tratado em reuniões anteriores entre as autoridades e voltou à pauta durante o encontro mais recente.
No Brasil, o manejo do fogo envolve ações de órgãos como o Ibama e o ICMBio.
A declaração tem como objetivo fortalecer a conservação de espécies migratórias e seus habitats, com foco em cooperação internacional entre os países signatários.

