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Política

Riedel promete campanha sem “grito e xingamento” e antecipa prioridades

Governador cita investimentos, atração de empresas e formação profissional

Por Kamila Alcântara e Mylena Fraiha | 01/08/2026 11:28
Riedel promete campanha sem “grito e xingamento” e antecipa prioridades
Na convenção partidária, governador Eduardo Riedel (PP) usa uma camiseta preta com um pin de localização que indica Mato Grosso do Sul; ele concorre a reeleição (Foto: Maya Severino)

O governador Eduardo Riedel (PP) afirmou neste sábado (1º) que pretende conduzir a campanha pela reeleição com foco em propostas e sem entrar em disputas marcadas por ataques pessoais, gritos ou xingamentos. A declaração foi dada durante a mega-convenção que reuniu sete partidos aliados em Campo Grande.

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O governador Eduardo Riedel (PP) afirmou, durante mega-convenção com sete partidos aliados em Campo Grande, que sua campanha à reeleição será focada em propostas, sem ataques pessoais. Ele apresentou diretrizes como manutenção de investimentos, atração de capital privado, geração de empregos e qualificação profissional no ensino médio. Riedel também elogiou o senador Nelsinho Trad por abrir mão de candidatura própria para preservar a unidade da aliança.

Ao apresentar as primeiras linhas do plano de governo, Riedel disse que não pretende gastar tempo com confrontos políticos e que buscará discutir os rumos de Mato Grosso do Sul.

“Eu não tenho vocação para ficar brigando, discutindo, gritando, xingando, apontando, e nem tenho tempo para perder com isso. Tenho vontade de discutir Mato Grosso do Sul, com suas críticas, seus objetivos”, afirmou.

Segundo o governador, a campanha será construída em torno de propostas e da tentativa de reunir o maior número possível de pessoas no mesmo projeto. Ele defendeu que a escolha não deve ficar restrita aos acordos entre partidos.

“A arquitetura política e partidária faz parte do processo, mas o principal é a sociedade sul-mato-grossense definir o rumo que quer ter”, declarou.

Riedel também adiantou alguns dos pontos que deverão integrar o plano de governo a ser apresentado à Justiça Eleitoral. Entre eles estão a manutenção da capacidade de investimento do Estado, a atração de capital privado e a geração de empregos e renda.

O governador afirmou que o programa não será elaborado apenas para cumprir uma formalidade eleitoral. “Eu sempre falei que o nosso plano de governo é um plano para ser executado, não é só uma peça que vai ser protocolada”, disse.

Na área econômica, ele defendeu a continuidade das políticas destinadas a aumentar a competitividade de Mato Grosso do Sul e atrair investimentos privados. Na avaliação de Riedel, o crescimento da atividade produtiva deve se converter em oportunidades para a população.

Na educação, o governador destacou a qualificação profissional, principalmente durante o ensino médio. A proposta, segundo ele, é ampliar a formação técnica para que os estudantes concluam essa etapa preparados para ingressar no mercado de trabalho.

Riedel não detalhou metas, valores, prazos ou projetos específicos durante a entrevista. O documento completo deverá ser protocolado com o pedido de registro das candidaturas. Portanto, neste momento, o que foi apresentado são diretrizes gerais, não compromissos quantificados.

Riedel promete campanha sem “grito e xingamento” e antecipa prioridades
Evento na Rua Flamboyant ficou lotado de apoiadores dos políticos de todos os partidos (Foto: Maya Severino)

Na área social, quem falou foi o vice-governador Barbosinha. Ele afirmou que um eventual segundo mandato terá como desafio fazer o crescimento econômico chegar às pessoas que ainda vivem em situação de vulnerabilidade. “Se temos 1,6% de pessoas vivendo na linha da pobreza, o que Riedel quer é que não tenhamos ninguém nessa condição”, declarou.

Elogio a Nelsinho - Ao final, Riedel voltou a falar sobre a decisão do senador Nelsinho Trad (PSD) de desistir da candidatura à reeleição e assumir a primeira suplência na chapa de Reinaldo Azambuja (PL).

O governador classificou o recuo como um gesto de grandeza destinado a preservar a unidade do grupo político. “Talvez a sua atitude tenha sido, na minha curta história de vida política, a de maior grandeza que eu vi em um homem público”, afirmou.

Riedel disse ainda que a decisão não será esquecida pelos integrantes da aliança e que Mato Grosso do Sul deverá se lembrar da atitude do senador, que abriu mão da candidatura própria para permanecer no bloco governista.

“Você pensou muito maior do que na sua própria candidatura”, declarou o governador.

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