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Meio Ambiente

Fazendeira é multada em R$ 30 mil por transformar área de reserva em "lixão"

No local foram encontrados eletrodomésticos, vaso sanitário, embalagens de agrotóxicos e resto de construção

Por Jhefferson Gamarra | 05/07/2022 16:17
Tambores descartados na área de reserva (Foto: Divulgação/PMA)
Tambores descartados na área de reserva (Foto: Divulgação/PMA)

Após denuncias anônimas, a PMA (Polícia Militar Ambiental) autuou uma mulher de 67 anos, proprietária de uma fazenda no distrito de Águas do Miranda, em Bonito, a 186 quilômetros de Campo Grande, por descartar resíduos sólidos em área de vegetação protegida.

Durante vistoria na fazenda, que fica localizada às margens da rodovia MS-345, os militares encontraram um verdadeiro lixão a céu aberto em uma área protegida da reserva legal da propriedade. A “montanha” de lixo estava a 5 metros de uma área alagada que pertence a um córrego e o lixo esparramado se estendia em uma faixa de vegetação de aproximadamente 200 metros.

Frascos de pesticidas encontrados no "lixão" (Foto: Divulgação/PMA)
Frascos de pesticidas encontrados no "lixão" (Foto: Divulgação/PMA)

No local, além de lixo doméstico e produtos utilizados na propriedade, foram encontrados milhares de sacos de sal mineral vazios, pneus de várias medidas, restos de materiais de construção, ferragens, geladeira e fogão velhos, vasos sanitários, tambores plásticos, caixas d'água de PVC e, inclusive, resíduos perigosos, como, galões de óleo para motor vazios, frascos de medicamentos veterinários e embalagens de agrotóxicos. Pelas condições encontradas, o local era utilizado para o descarte de resíduos há muito tempo.

A proprietária da fazenda, moradora de Campo Grande, foi multada em R$ 30 mil e notificada a providenciar o descarte correto dos materiais e dos produtos e resíduos perigosos. A infratora poderá responder ainda por crimes ambientais de dispor produtos perigosos ilegalmente, pelo crime de degradar área protegida de reserva legal e ainda por degradar área de preservação permanente.

Sacos de sal espalhados na região de mata (Foto: Divulgação/PMA)
Sacos de sal espalhados na região de mata (Foto: Divulgação/PMA)

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