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Campo Grande, Terça-feira, 23 de Abril de 2019

19/11/2018 12:03

Governo vê situação “grave” no Rio da Prata e prepara ações emergenciais

Chuvas têm levado sedimentos de barro para o rio na região de Jardim e Bonito. Situação preocupa população e setor turístico

Izabela Sanchez
Rio da Prata na região de Jardim (Foto: Divulgação)Rio da Prata na região de Jardim (Foto: Divulgação)

O rio era cristalino, mas agora tem cor de barro. É a situação do Rio da Prata, que recebeu diversos sedimentos de lama depois da chuva que caiu em Jardim, a 233 km de Campo Grande, na sexta-feira (16). Para o governo de Mato Grosso do Sul a situação é grave e ações emergenciais já são programadas.

É o que explicou o titular da Semagro (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) Jaime Verruck. “Estamos acompanhando os fatos, já tivemos essa situação no município de Bonito. Primeiro é a questão do volume de chuvas, nós já fizemos várias reuniões com o trade turístico e com os sindicatos rurais. Reconhecemos a gravidade da situação. Tem que haver uma situação de política pública, mesmo quando chove pouco”, comentou.

O secretário afirma que a mesma situação ocorre nas regiões de Bonito e Bodoquena, com os rios Formoso, Formosinho e Betione.

“Fizemos diversas reuniões com o trade turístico para que nos ajudem a identificar esses pontos. Não podemos deixar que isso continue, porque a situação se agravou. O Estado vai fazer uma ação emergencial, conversamos com o Prefeito esse final de semana. Rio da prata, formoso, formosinho e betione, em Bodoquena. A situação merece atenção especial do poder público”, comentou.

Jaime Verruck, secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Foto: Arquivo/Campo Grande News)Jaime Verruck, secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

Estradas e lavouras – Conforme o secretário, equipes já identificaram que o problema é causado por duas situações: estradas de terra próximas ao rio e propriedades rurais que não fazem curva de nível ao longo das lavouras. Verruck afirma que a pasta está mapeando as propriedades rurais. “Identificadas as propriedades, vamos determinar que faça a curva de nível, se ele não fizer pode ser autuado pela questão ambiental”, declarou.

“Para fazer o diagnóstico disso, primeiro temos a situação das estradas, que acabam sendo canais que levam essa água para dentro do rio. A primeira ação é a retenção nas laterais das estradas. O segundo ponto é o plantio agrícola. Essas áreas tinham pecuária e foram convertidas para a agricultura. Em várias propriedades não tem curvas der níveis para fazer retenção de água”, detalhou.

Denúncia - A situação é denunciada por proprietários de pesqueiro e do balneário em Jardim, a 233 km de Campo Grande. Motivada por denúncias de moradores, a PMA (Polícia Militar Ambiental) enviou equipes ao local.

Uma das proprietárias do balneário de Jardim, Henriqueta Rodrigues afirma que a água continua turva desde sexta-feira, após mais de uma hora de chuva. Segundo a proprietária, o rio deve demorar alguns dias para voltar ao tom cristalino. Conforme a PMA, os policiais foram ao local para investigar a origem dos sedimentos que caíram na água.

 



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