Ibama apreende madeira nobre extraída de forma ilegal em Terra Indígena Kadiwéu
Conforme o instituto, a fiscalização encontrou 400 lascas e 118 postes de aroeira e ipê
Cerca de 400 lascas de madeira e 118 postes de madeira nobre foram extraídos de forma ilegal na Terra Indígena Kadiwéu, no Pantanal de Mato Grosso do Sul. O material foi apreendido em uma operação realizada pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), com apoio da PMA (Polícia Militar Ambiental) e Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) e divulgado nesta sexta-feira (3).
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O Ibama apreendeu cerca de 400 lascas e 118 postes de madeira extraídos ilegalmente da Terra Indígena Kadiwéu, no Pantanal de Mato Grosso do Sul. A operação contou com apoio da Polícia Militar Ambiental e da Funai. A maior parte do material é de aroeira e ipê. A Prefeitura de Bonito recolheu a madeira, que será destinada a órgãos públicos. Ninguém foi preso.
Conforme o instituto, a maior parte da madeira apreendida é de aroeira e ipê, espécies conhecidas pela alta resistência e uso frequente em cercas e estruturas rurais. As extrações ocorreram na região do Nasbileque, extremo sul do Pantanal. A área, segundo o Ibama, é alvo recorrente de exploração ilegal de madeira, com registros de operações semelhantes nos últimos anos.
A terra indígena Kadiwéu possui cerca de 538 mil hectares, de acordo com o instituto, e a população é estimada em 1,3 mil indígenas. O território está próximo à Serra da Bodoquena, que concentra remanescentes de Mata Atlântica, com espécies de alto valor madeireiro como peroba, cedro, cerejeira e aroeira.
Segundo o instituto, o material apreendido deve ser destinado a órgãos públicos ou entidades de interesse social, conforme prevê a legislação ambiental. A Prefeitura de Bonito fez a retirada da madeira, que será armazenada até definição do destino final. Apesar da apreensão, ninguém foi preso.
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