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Campo Grande, Quinta-feira, 25 de Abril de 2019

01/03/2019 20:03

MPT pede que Vale instale alarmes no entorno de duas barragens em MS

Sinalização sonora e visual alertaria moradores e funcionários da empresa, quando houvesse risco de rompimentos ou qualquer outro incidente

Adriano Fernandes
Exploração de minério no maciço do urucum, em Corumbá (Leandro Grandi/Revista Mineração Sustentabilidade)Exploração de minério no maciço do urucum, em Corumbá (Leandro Grandi/Revista Mineração Sustentabilidade)

O MPT-MS (Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul) recomendou à Mineração Corumbaense Reunida S.A., empresa subsidiária da Vale, para que instale sistema de sinalização visual e alarmes nas Barragens do Gregório (Mina Santa Cruz) e Pé da Serra (Mina Urucum), ambas em Corumbá, cidade a 419 quilômetros de Campo Grande.

A falta de dispositivos preventivos, capazes de advertir trabalhadores e moradores próximos das barragens sobre o risco de rompimento de barragem, foi observada em inspeção realizada por peritos do MPT-MS no dia 30 de janeiro deste ano.

Eles também constataram a inexistência de plano de ação de emergência e de estudos sismológicos regionais, indicados no relatório como “requisitos e condições mínimas” para se garantir a segurança e a saúde das pessoas que interagem com o sistema de produção da mineradora.

Durante visita às minas, os peritos do MPT-MS entrevistaram empregados sobre as principais atividades laborais, identificando os processos de trabalho com maior impacto e riscos na produtividade, bem como recorreram a registros fotográficos e análise de documentos para concluir o relatório.

Conforme a recomendação, uma nova diligência está prevista para daqui a 60 dias, com o propósito de verificar a adequação das irregularidades apontadas no laudo encaminhado à Mineração Corumbaense.

Além do Ministério Público do Trabalho, participaram da vistoria o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul, Ministério Público Federal, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil do Estado, Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea), Prefeitura de Corumbá, Defesa Civil de Corumbá, Polícia Militar Ambiental e Associação de Engenheiros e Arquitetos de Corumbá.

Em Corumbá, a Vale explora jazidas de minério de ferro a céu aberto, na Mina Santa Cruz, e jazida subterrânea de manganês, na Mina Urucum. O manganês é o quarto metal mais utilizado no mundo.



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