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Campo Grande, Sexta-feira, 17 de Novembro de 2017

26/07/2017 12:14

ONG e Fundação vão recuperar 46 ha de vegetação na Bacia do Guariroba

Ricardo Campos Jr.
Área de Proteção Ambiental do Guariroba em Campo Grande (Foto: Semadur)Área de Proteção Ambiental do Guariroba em Campo Grande (Foto: Semadur)

A Fundação Banco do Brasil em parceria com a ONG (Organização Não Governamental) WWF vai recuperar 46 hectares de vegetação na Bacia do Guariroba em Campo Grande. O projeto prevê ainda a implantação de sistemas agroflorestais, construção de cisternas para captação da água da chuva e a capacitação de 20 pessoas para conduzir projetos de recuperação florestal.

O objetivo da ação é melhorar a oferta de água no Cerrado, região considerada o “Berço das Águas” brasileiras e abrange ainda as microbacias do Peruaçu (MG), Pipiripau e Descoberto (DF), localizadas nas cidades de Brasília, Sobradinho, Planaltina.

De forma indireta, serão beneficiadas R$ 2,4 milhões de pessoas nessas áreas. O projeto total custará R$ 5,3 milhões, dos quais R$ 4,8 serão investidos pela fundação e R$ 500 mil pela ONG. Os valores para cada uma das bacias não foi divulgado.

Em Mato Grosso do Sul sete propriedades serão auxiliadas para a regularização ambiental, o que permitirá aos donos receber o dinheiro dos Pagamentos por Serviços Ambientais. O estado terá maior quantidade de hectares a serem recuperados em relação aos demais envolvidos na ação, mas o menor número de pessoas capacitadas para tocar projetos florestais.

O Cerrado, conforme a assessoria de imprensa da Fundação Banco do Brasil, abriga as nascentes que alimentam seis das oito grandes bacias hidrográficas brasileiras: Amazônica; de Tocantins; do Atlântico Norte/Nordeste; do Rio São Francisco; do Atlântico Leste e do Paraná/Paraguai, incluindo as águas que escoam para o Pantanal.

Desde 2010 a entidade atua na conservação dos recursos hídricos em sete microbacias hidrográficas brasileiras – Longá (PI), Santa Rosa (AC), Tietê-Jacaré (SP) , Cancã-Moinho (SP), Pipiripau (DF), Guariroba (MS) e Peruaçu (MG).

No período de 2010 a 2015, entre as ações realizadas estão a recuperação de 684 hectares de vegetação nativa, a construção de 897 cisternas para consumo básico e produção de alimentos, a implantação de 370 fossas, o plantio de um milhão de mudas e Pagamentos por Serviços Ambientais a 125 produtores rurais



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