Cachorro que late por tudo pode estar vivendo uma rotina de estresse
Veterinário explica como ansiedade e tédio podem provocar latidos excessivos e dá dicas para acalmar o animal

Quem tem cachorro em casa sabe que os latidos fazem parte da rotina. Mas, quando o barulho se torna excessivo, é preciso ficar atento. Além de ser uma forma de comunicação, latir demais pode ser um sinal de ansiedade, estresse ou até mesmo de que o animal está passando muito tempo ocioso, sem atividades para gastar energia.
De acordo com o médico-veterinário Thiago Oliveira, o comportamento merece atenção dos tutores, principalmente quando começa a acontecer com frequência ou aparece acompanhado de outras mudanças na rotina do animal. "É importante o tutor buscar entender o que está por trás dos latidos e ajudar o cão a ficar mais tranquilo", explica.
A ansiedade, por exemplo, pode fazer com que o cachorro lata repetidamente quando fica sozinho em casa, ao perceber a saída do tutor ou diante de situações que provocam medo e insegurança. "A falta de atividades físicas e mentais também pode provocar tédio e fazer com que o animal procure maneiras de chamar a atenção ou liberar a energia acumulada", destaca.
Como diminuir os latidos?
Antes de repreender o cachorro, o tutor precisa identificar o motivo do comportamento e verificar se todas as necessidades do animal estão sendo atendidas. Gritar ou castigar pode aumentar o medo e a ansiedade, sem resolver a causa do problema.
Entre as medidas que podem ajudar a controlar os latidos estão:
Invista em passeios: caminhadas diárias, respeitando a idade e as condições físicas do animal, ajudam a gastar energia e diminuem o tédio.
Ofereça brinquedos interativos: brinquedos recheados com ração, jogos de farejar e desafios que estimulem o raciocínio mantêm o cachorro entretido, inclusive nos momentos em que está sozinho.
Crie uma rotina: horários regulares para alimentação, passeios, brincadeiras e descanso ajudam a proporcionar mais segurança ao animal.
Evite estímulos excessivos: se o cachorro late ao ver pessoas, outros animais ou movimentos pela janela, reduzir o contato visual com esses estímulos pode ajudar a controlar a reação.
Recompense o comportamento tranquilo: oferecer carinho, petiscos ou elogios quando o cachorro estiver calmo ajuda a reforçar atitudes positivas.
Ensine alternativas: comandos simples e atividades de adestramento podem ajudar o animal a direcionar a atenção para outras ações, em vez de latir.
As estratégias devem ser aplicadas com paciência e consistência, já que cada cachorro tem seu próprio ritmo de aprendizado.
"Nesses casos, a avaliação de um médico-veterinário é fundamental para descartar problemas de saúde e identificar possíveis causas de ansiedade. O profissional também poderá orientar o tutor sobre o acompanhamento comportamental adequado", finaliza
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